Edição 896

  • 16 de fevereiro de 2005: uma data que não pode ser esquecida

    altO despejo de 14 mil pessoas em uma hora e 45 minutos (sem saber para onde levá-las) é uma violência e uma iniquidade humana premeditada. A Secretaria de Direitos Humanos tem a obrigação constitucional e ética de “federalizar” esse crime bárbaro.

     

  • ‘Sem os movimentos populares, governo Haddad não terá como enfrentar o capital imobiliário’

    altUm dos grandes fenômenos sociais da atualidade, a luta pela moradia nas grandes cidades ganhou um capítulo marcante neste início de ano, com a imensa ocupação da Nova Palestina. O Correio entrevistou Guilherme Boulos, membro do MTST.

  • Rio de Lágrimas

    altA declaração do advogado da rapaz que teria recebido o rojão, de que o seu cliente e outros jovens iguais a ele teriam sido pagos para ir às manifestações, foi artifício usado por alguns defensores, sem consistência política, nos tribunais militares durante a ditadura.

  • Quem montou na cobra grande não se escancha em puraqué

    altSem disfarçar, a Rede Globo aproveita o episódio do cinegrafista para fazer a campanha de seus grandes benfeitores, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. Escancaradamente, promove o candidato a governador da dupla, o Pezão, e tenta desmoralizar os oponentes.

  • Os inocentes úteis e os totalitários inúteis

    altNum país em que tantos matam premeditadamente e com extrema crueldade, é patético que os maiores vilãos acabem sendo uns tolos que mataram sem consciência (se comprovado que terceiros guiavam suas mãos, estes merecem castigo muito mais rigoroso).

  • Violência, a mais radical das derrotas

    altExcitados pela legítima revolta contra as iniquidades e a brutalidade estatal, os grupos que insistem em adotar como técnica e tática a encenação da violência estão drenando a energia transformadora, em marcha batida para o isolamento político.

  • De um jornalista amador

    altÉ tanto esgoto sendo despejado pela grande mídia nos últimos dias que não sei bem por onde começar. O mesmo "jornalismo profissional" praticado pela Folha, Veja, Globonews...

  • Somos todos macacos

    altMais que um pré-conceito, o que os peruanos fizeram com o Tinga, ou quando os europeus pensam estar ofendendo algum brasileiro ou africano, chamando-os de macaco, é pura ignorância.

     

  • Em nome da democracia

    altÉ dificílimo construir uma democracia e a consequente sociedade minimamente justa com a atual mídia de interesses escusos. Por isso, uma lei de mídia socialmente comprometida urge ser aprovada.

  • O vilão é o modelo mercantil do setor elétrico

    altAcabou prevalecendo para o setor a continuidade do modelo mercantil. Eufemisticamente, este novo-velho modelo remendado foi chamado na época de “modelo híbrido”. Inclusive acabou prevalecendo a permanência daqueles que defendiam a continuidade do modelo mercantil.

  • Estados Unidos e Rússia: impasse na crise síria

    altDiante do extenuante impasse, em que não prosperará a paz ou a vitória total de um dos contendores, as duas superpotências podem vir a estabelecer nas conversas em Genebra uma trégua, materializada em cessar-fogo.

  • Incêndios a ônibus: mais perguntas que respostas

    altTornar públicos e transparentes os obstáculos que impedem a melhoria dos sistemas, assim como abrir os processos decisórios sobre as prioridades, são passos fundamentais para a mudança do padrão do transporte público.

  • A hipocrisia dos donos do poder

     

    Ao lado de justificada comoção em torno à dramática morte do cinegrafista atingido por um rojão, vem ressaltando de modo lastimável um cínico aproveitamento do episódio pela grande mídia, governo, Estado e direita tradicional. Há campanha estridente para que se acelere, não somente a criminalização dos protestos sociais, mas um inaceitável e anacrônico clima de repressão e medo, em meio a um cenário de violência que tem em seu seio o próprio Estado.

  • A mídia e a manifestação da Central do Brasil

    altA sociedade não pode ter dúvidas de que as manifestações pelo “Passe Livre” em todo o Brasil visam beneficiar os pobres, que já não aguentam mais a péssima qualidade e as altas tarifas dos serviços de transporte coletivo.

  • Classes e luta de classes: proletariado

    altTemos classes trabalhadoras, um plural que demandaria conhecer os sujeitos singulares, que seriam os batalhadores, uma qualidade que, como comentamos anteriormente, pode até mesmo agregar setores da burguesia.

  • Shakespeare e a corrupção

    altA vida extrapola a ficção. Mas quando a repulsa paralisa a plateia, a impunidade campeia. De cima do palco eles se abrigam na escuridão, protegidos pelo manto da imunidade, posando de vítimas dos holofotes da mídia.

  • A morte dos lamentos

    altNão há como se pôr indiferente à morte do cinegrafista. Foi um assassinato e como tal deve ser tratado e julgado. Mas, até mesmo para homenageá-lo, não podemos esconder em que país vivemos.

  • Movimentos mexicanos de “autodefesa” e “polícias comunitárias” entre a rebelião e a cooptação

    altAntes do final do ano, as manchetes da imprensa e os noticiários de TV na capital mexicana não se referiam só ao Papai Noel ou aos Reis Magos. Informaram também diferentes movimentos armados - “autodefesas” e “polícias comunitárias”.

  • ‘Luta do MST de hoje é contra o modelo do capital na agricultura e necessita de toda a sociedade’

    altEm entrevista ao Correio, Gilmar Mauro, dirigente nacional do MST, faz um apanhado histórico, ressalta a trajetória do movimento, mas reconhece a urgência de novas pautas, atualizando os conceitos sobre a necessidade da reforma agrária.

  • Acusada de saqueadora, caso de doméstica mostra divisão da Venezuela

    altA foto de Clotilde Palomino saindo de uma loja rodou o mundo e escancarou polarização entre chavismo e oposição

     

  • Os 30 anos do MST e a luta pela reforma agrária hoje

    altA questão agrária em aberto no século XXI é bem mais complexa que aquela que o MST enfrentou nos seus primórdios. Hoje, o processo sistemático de negação à mudança da estrutura agrária conta com estratégia concertada por dentro e por fora do Estado.

  • EUA atacam e cercam Ucrânia e Rússia

    altNão se trata de uma disputa entre EUA e Rússia sobre a Ucrânia, mas, sim, o ataque e cerco dos EUA contra a Ucrânia e a Rússia (e, por tabela, toda Ásia e África). Não se pode, assim, afirmar que Rússia e EUA estão disputando áreas de influência ao redor do mundo.