Edição 892

  • Esquerda e progressismo: a grande divergência

    altA esquerda latino-americana das décadas de 60 e 70 era das mais profundas críticas do desenvolvimento convencional. Discordava de instrumentos e indicadores, tais como o PIB, e insistia que crescimento e desenvolvimento não eram sinônimos. O progressismo atual, no entanto, não discute a essência conceitual do desenvolvimento.

  • 2014: instabilidade, incertezas e lutas

    altAs maiores vítimas serão as populações que há séculos sofrem com a precariedade de serviços públicos. Certamente voltarão às ruas, à medida que assistirem às finalizações das obras faraônicas voltadas à Copa. Nosso entrevistado especial é Pablo Ortellado.

  • Um ano alvissareiro, para todos os gostos

    altSerá a Copa mais cercada de contestação na história, impressionante para a coletividade internacional, que jamais esperava ver o chamado país do futebol se colocar de manifesto exatamente quando se aproxima o momento das maiores competições esportivas. Violência, prisões e festas conviverão simultaneamente, o que não deixa de ser uma síntese do cotidiano brasileiro.

     

  • 2014: nossa terra cada vez menos verde e amarela

    altNão é com nenhuma felicidade (muito pelo contrário) que diremos: nós avisamos. E isto aí, Amazônia, feliz 2013! Pois, na região, cada ano parece melhor que o que virá.

     

  • Violações dos direitos humanos, em 2013 e 2014 (1)

    altÉ bom lembrar que não são apenas as hidrelétricas que ameaçam a bacia do Tapajós, as terras indígenas e a floresta. Outros monstros estão saindo do inferno e vão assombrar 2014.

     

  • Agora a usina nuclear será em Piranhas/Alagoas? A insensatez continua

    altExiste um sentimento e um desejo da maioria da população de que tal forma de geração de energia elétrica não ocorra no Brasil. Não importando em que região, a quase unanimidade contrária a estas usinas existe fortemente.

     

  • Perspectiva da Economia Brasileira para 2014

    altTanto o crescimento quanto a distribuição de renda provocam vazamentos ao exterior, ambos colados numa forma de especialização no comércio externo ultra-dependente de vantagens naturais. Tal inserção prescinde da indústria manufatureira das exportações, mas não das importações.

     

  • 2014

    altCom instituições dominadas por uma elite antinacional, e despida de qualquer visão estratégica do país, cada vez mais serão frequentes os momentos em que séculos de espera estarão sendo questionados.

     

  • Anos decepcionantes

    altPIB crescendo na faixa de 2-2,5%, inflação perto de 6%. Assim foi 2013, assim se espera que vá ser 2014.

     

  • Europa: superprodução, saturação econômica, degradação social. A crise de um projeto político

    Em meados de 2014, a maior parte dos países europeus deverá refinanciar sua dívida. Por sua parte, os bancos alemães continuarão a especular com os títulos das dívidas soberanas dos Estados devedores, revendendo-os aos bancos públicos e privados dos mesmos Estados devedores. Desta forma, a ciranda da dívida tornará mais duras e cruéis as medidas de austeridade.

  • 2014: a guerra mundial continua

    Os EUA (“povo eleito por Deus”) estão dando garantias de que sua guerra contra o “resto” (sic) da humanidade continuará em 2014. O mais grave desta constatação permanece sendo a indiferença do Brasil a este cenário internacional dantesco.

     

  • 2014: poucas esperanças, muitas decepções

    Pior mesmo só as situações de Gaza e do povo saariano. Gaza anseia pelo direito de viver, negado pelo bloqueio do Egito e Israel; os saarianos pela independência, negada pelo seu opressor, o Marrocos. Não se creia que 2014 reserve boas novidades.

     

  • Estados Unidos e Brasil: percepções distintas no cenário internacional

    No fim das contas, a realidade invalida de modo constante o pleito brasileiro pelo Conselho de Segurança. O país não consegue enfileirar-se ao lado das grandes potências em termos econômicos, culturais ou militares.

     

  • Perspectivas para o ano da copa e das eleições gerais

    altAs manifestações deverão ser retomadas em 2014, porque o sabor da justíssima rebeldia vem alimentando o ânimo da juventude, à medida que cresce a desilusão com a politicalha reinante, que aumenta a injustiça, a corrupção, a mentira deslavada e a falta de perspectivas de vida feliz e segura.

     

  • Empate urbano – de Chico Mendes ao Parque Augusta

    altO terreno é, finalmente, uma área dedicada à construção de um parque, que agora tem em centenas de pessoas, reunidas voluntária e espontaneamente, o fim de levar para frente o projeto de autogestão da área pública, aberta a todos, heterogênea, transparente, livre.

     

  • 2014: entre o “não mais” e o “ainda não”

    altO espectro da gigantesca irrupção contestatória, com a consistência ameaçadora dos fantasmas, pode retornar a qualquer momento. Na condição de enigma não decifrado, haverá de rondar os acontecimentos do novo ano como um espantoso sinal de alerta.

     

  • Classes e luta de classes: desafios para 2014

    Entre as batalhas em curso e futuras, encontram-se, certamente, as da burguesia contra o governo Dilma. Está cada vez mais evidente que a classe burguesa dominante pretende impedir qualquer pretensão de aumentar a participação do Estado na economia.

  • ‘O capitalismo sustentável é uma contradição em seus termos’, diz Eduardo Viveiros de Castro

    altCrítico feroz do neoliberalismo, de seus ícones e verdades, de suas políticas de “crescimento” que destroem a natureza, do consumo que empobrece as vidas, do Estado que as administra (não sem constrangimentos) e da esquerda (conservadora e antropocêntrica). “A felicidade, diz, tem muitos outros caminhos”.

     

  • Estado de exceção é o “cacete”

    Há um risco no fato de supor que existe uma forma, virtuosa, que consiste no respeito formal das regras e procedimentos, sendo os “desvios” apenas anomalias que, se controladas, tudo funcionaria bem. Infelizmente, a realidade brasileira parece provar que a exceção é a regra.

     

  • Carta aberta aos presidenciáveis

    altSem um modelo de desenvolvimento soberano, fortemente atrelado à melhoria do bem-estar da população, não se tem respaldo de decência para querer governar o país. Certamente, este projeto teria de ter apoio popular, difícil com a mídia de massa pertencendo ao capital.

     

  • O Processo e a Ordem

    altÉ necessário desmilitarizar a polícia, que deve ser civil, em sua essência. O país não é um imenso quartel e os membros da sociedade não são inimigos do organismo policial, visão identificada com o período da ditadura civil militar.

     

  • Oportunismo de direita, oportunismo de esquerda

    Para concretizar o sonho socialista é fundamental que mulheres e homens batam de porta e porta chamando o povo para a luta, e também estudem a complexidade da realidade, confrontem seus sonhos com o mundo real, para só depois então realizar as suas fantasias, vermelhas.

     

  • Aos trotskistas

    Em todos os episódios históricos significativos, pós-Revolução Russa, o trotskismo teve participação próxima de zero. Bem no estilo stalinista, o trotskismo não se atém à História e, quando a faz, procura distorcê-la ou tornar cada fato histórico em página virada.

     

  • Ano-novo e bons propósitos

    altEm uma sociedade tão consumista e competitiva como a nossa, não é fácil sentir-se bem consigo mesmo. A cultura neoliberal impregna o nosso inconsciente de motivações que reduzem o valor que damos a nós mesmos.