Edição 886

  • Honduras: o voto dos mártires

    altA reversão do golpe de Estado, depois de quatro anos de espera, depois do sofrimento e as constantes ameaças a um povo indefeso, da guerra de baixa intensidade que vive o heróico povo do Baixo Aguán, no caribe hondurenho, a perseguição ao povo ancestral lenca, que defende os recursos naturais, e os demais atores sociais que demandaram o fim da repressão, está para ser realizada neste final de semana.

  • Estados Unidos e Síria: a mais ampla divergência nos anos 70

    altO Egito começaria a aproximar-se de Washington ao passo que a Síria de Moscou.O distanciamento atingiria o ápice daquela década, quando da formação de uma aliança sírio-iraquiana para se opor às tratativas de Camp David, entre norte-americanos, egípcios e israelenses. O fim dos anos 70 chegaria com quatro líderes na região.

  • Sem respostas para o transporte, governos não abrem mão de reprimir lutas sociais

    alt“O confronto não acontece por uma postura específica na manifestação, por quebrar alguma coisa etc. Acontece quando existe interesse por parte da burguesia, ou por parte de sua polícia”, disse Marcelo Hotimsky, militante do MPL, em entrevista ao Correio.

  • Energia solar: sem incentivo não há esperança

    altApesar de ter 3.000 MW em projetos fotovoltaicos inscritos, nenhum deles foi arrematado. Fica, assim, mais clara a sinalização da EPE, de que a atual administração da política energética brasileira não se interessa pela energia solar.

  • Biografia desautorizada

    altArmado de chicote, Jesus derruba as mesas dos cambistas no Templo de Jerusalém. Jesus não apelava à violência. Por que portaria um chicote? Escorraçar os cambistas equivaleria, hoje, aos black blocks destruírem a Bolsa de Valores.

  • A Luta Política do Mensalão

    altNão podemos abstrair as gritantes injustiças que diariamente são praticadas pela própria Justiça. Mas, convenhamos, os melhores exemplos da injusta Justiça brasileira não devem ser pinçados do mensalão. A injustiça da nossa Justiça é contra os pobres.

  • Aquilo-deu-nisso

    altO mais preocupante não é a sorte individual de Dirceu e Genoíno, mas o avanço da direita sobre as frágeis conquistas democráticas ou, vá lá, “republicanas”. Temos um governo autista, elitista.

  • Eleições no Chile: tanto faz a presidente?

    altAparentemente, Bachelet teria uma oportunidade única na história recente de promover mudanças mais radicais na sociedade chilena, empoderada pelos movimentos sociais, pelo clamor por uma Assembleia Constituinte, pelo enfraquecimento da direita e dos oligopólios midiáticos.

  • Bergogliomania e crise (2)

    altPor esses anos, o já destacado jesuíta, hoje papa, andou vinculado a Guardia de Hierro, grupo peronista que, no quadro da efervescência social reinante, se opunha à esquerda peronista, que propunha a luta armada, e também às tendências cristãs, que convergiam com aquela.

  • Dia da Inconsciência Branca

    altA data de 20 de novembro deveria ser comemorada nas escolas com lições históricas sobre o preconceito e discriminação, e depoimentos de negros. De nossa população carcerária, hoje beirando 500 mil detentos, 74% são negros. Nos EUA, de cada 11 presos, apenas 1 é branco.

     

  • Um debate falso e atrasado

    A decisão recente do Supremo Tribunal Federal de fazer com que se cumpram as penas do chamado ‘mensalão’, inclusas aquelas que levaram para a prisão militantes históricos do Partido dos Trabalhadores, mobilizou o debate público. Assim como já ocorrera quando da prorrogação do julgamento em causa por esta mesma Corte, entrou novamente em cena a lógica binária e maniqueísta na análise do cenário atual, e que tem como verdadeiro motivo a disputa eleitoral de 2014.

     

     

  • Amalou e Abrasel: ode à intolerância frente à população em situação de rua

    altAs ações empreendidas com o aval das associações ilustram e reforçam o modo extremamente agressivo e intolerante por meio do qual a população em situação de rua é vista e tratada por parte da sociedade brasileira.

     

  • Classes e luta de classes: questões de análise

    altA discussão hoje existente, tanto no Brasil quanto em vários outros países, gira em torno da adoção de parâmetros diferentes da propriedade privada dos meios de produção e das relações de produção como critérios chaves para definir as classes.

     

  • Os EUA na iminência de desobedecerem Israel

    altRouhani deve oferecer garantias totais de que não haverá nenhum programa militar nuclear, inclusive já aprovou inspeções ainda mais intromissivas do que as exigidas pelos tratados internacionais. Até quando a política externa estadunidense no Oriente Médio será traçada por Tel-aviv?

  • ‘Desdobramento judicial do mensalão é consequência fundamental da guinada política do PT’

    altSob intenso espetáculo midiático, o chamado “mensalão” começa a executar as penas, ante um veredicto controverso. Para discutir o assunto por fora do maniqueísmo de interesses políticos de alta monta, o Correio da entrevistou o ex-parlamentar petista Milton Temer.

  • Informação é poder

    altInformação globalizada, por enquanto, é isso: uma versão que se impõe como a única e se julga a verdadeira. E é precedida por inescrupulosa espionagem eletrônica, doa a quem doer.

     

  • Pescar caranguejos

    altNa esquerda de matriz stalinista, incluindo-se aí ou, sobretudo, os ditos grupos trotskistas, os métodos condenáveis são praticados abundantemente. Mas o que devemos fazer diante desse quadro nada auspicioso para os que querem participar ativamente da vida política?

     

  • Greve na USP: cartas de 2 professores

    altO Correio publica a carta aberta de Carlos Guilherme Mota, professor emérito da FFLCH/USP, referente à última greve na instituição e ao recente episódio de desocupação da reitoria, e a resposta de Marcos Silva, professor do departamento de História da FFLCH/USP.

  • USP: carta aberta de agradecimento à sociedade

    altO Correio publica a carta dos estudantes João Vitor Gonzaga e Inauê Taiguara Monteiro de Almeida, referente ao recente episódio de desocupação da reitoria, no qual foram presos de forma violenta pela tropa de choque.

  • A revolta dos bichos

    altNo caso brasileiro, o nacional-desenvolvimentismo não tem mais espaço, ao contrário do que dizem alguns movimentos populares. Mas é fundamental que, na Grécia, no Brasil e em qualquer outro lugar, o socialismo seja apresentado como modo de produção mais eficiente do que o capitalista.

  • Caixa de Pandora

    altApesar de a Adin ter sido negada pela composição de ministros do STF da época, uma dúvida ainda persiste. Como pode um monopólio estar determinado no Artigo 177, mesmo após a modificação, e existirem dezenas de empresas atuando no setor no Brasil?