Edição 883

  • O caçador de raposas

    altSem dúvida, quem acompanha a trajetória do jovem governador pernambucano, já idoso nos caminhos sinuosos da política brasileira, conhece muito bem sua obsessão em conquistar e exercer o poder, não levando em consideração os meios para chegar lá.

  • O capitalismo vive

    altA sobrevivência do capitalismo não poderia se dar não fosse o papel da Terceira Internacional e, depois, dos partidos comunistas mundo afora. A sobrevivência do capitalismo esgotado não se daria sem o concurso dessas forças: a burguesia imperialista e o stalinismo.

     

  • Cultura do egoísmo

    altÉ de se perguntar o que a nossa cultura, baseada na competitividade, e não na solidariedade, faz com as nossas crianças e que tipo de adultos engendra. Os pobres, os doentes, os idosos e os necessitados que o digam.

  • Depois de 1848, nada novo (2)

    Lamentavelmente, o neofreudismo estancou na constatação do imediatamente manifesto, vendo alienação mais como estado psicológico do indivíduo, amortecendo a altcapacidade crítica da sociedade capitalista. Resultou em crítica moralista.

  • Grito da Liberdade

    altA vigorosa vaga contestatória que despertou milhões de brasileiros a partir de junho tenderá a recrudescer. As razões se fundam na agudização das demandas populares e sociais e na total impossibilidade de o modelo econômico dar respostas consequentes aos protestos, mais do que justos, exigências de nossa Constituição. A agudização reivindicatória será alimentada pela realização da Copa do Mundo em nosso país, na conjuntura da disputa eleitoral presidencial e na possibilidade de a própria crise econômica se manifestar na oferta de emprego e na renda real dos trabalhadores.

     

  • Apesar do Reino Unido, a Europa não é mais tão fiel aos EUA

    altO que está mudando é a posição dos outros países da Europa diante da hegemonia norte-americana. A confiança foi profundamente abalada, senão perdida, com o episódio da revelação da espionagem.

  • A privatização do sol

    altSonhávamos que no Nordeste, a tecnologia de captação da luz solar, através de placas nos telhados, fosse um fator essencial de geração de renda para as famílias mais pobres, agora transformadas em produtoras de energia, não mais dependentes do Bolsa Família.

  • Estado de Exceção Penal

    É hora de todos quantos desejam viver em um país democrático adotarem uma atitude enérgica de defesa da pobreza e das marchas populares e de denúncia da criminalização e repressão das lutas sociais, além da manipulação midiática em torno do que chamam de vândalos, arruaceiros e baderneiros.

     

  • A violência gratuita de cada dia

    altDois dias antes da morte do jovem Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, da Vila Medeiros, outros dois garotos do mesmo bairro quase tiveram o mesmo fim, ao serem espancados por sete seguranças de um bingo, na porta da minha casa.

  • Mídia apoia campanha para criminalizar a indignação

    “Miraram bem dessa vez. Parece que queriam lideranças”. A mídia está em campanha desabrida para que tudo “volte a maio”. Na contramão, florescem mídias autônomas. A população se dispõe cada dia mais a se levantar contra a violência diuturna a que tem sido historicamente submetida.

  • Mídia democrática: Argentina 4 x 0 Brasil

    altDesde a aprovação da Lei de Meios, multiplicaram-se, no país vizinho, TVs e rádios públicas e comunitárias. Fatos e números mostram resultados concretos da garantia do Direito à Comunicação

  • As Ciências Sociais contra os Direitos Sociais: o que é isso FFLCH?

    altÉ de conhecimento geral que o estágio atual da sociedade, no que se refere à criação de direitos sociais e à ampliação das possibilidades democráticas, resulta de inúmeras greves, que, em outros tempos, já chegaram a gerar o sacrifício de muitas vidas.

  • Direitos indígenas sem condicionantes

    altA tensão é grande depois que os fazendeiros contrataram a empresa de pistolagem (GASPEM), para fazer a segurança na região. Os índios temem que a qualquer momento possam ser atacados a tiros com violência e mortes.

  • Black Bloc

    altPara os que têm dúvidas como eu, repetiria o que me disse um colega há muitos anos numa greve: “eles estão errados, mas se a repressão está do outro lado, eu não tenho dúvida. Estarei sempre do lado de cá”.

  • Os Beagles do Instituto Royal e os da Daisy Hill Puppy Farm

    altPessoalmente, eu também gostaria de ver tanto envolvimento contra outras ações como a construção de grandes hidrelétricas e a devastação das nossas florestas tropicais como um todo, onde literalmente bilhões de aves e mamíferos selvagens são mortos todos os anos.

  • A Militarização do Discurso

    A cada dia que passa, fica mais visível o pobre viés editorial da dita grande imprensa. É impressionante a falta de capacidade ou de boa fé dos jornais e portais de alto alcance e investimento em cobrir um momento tão ímpar.

  • Despolitização da Política

    altEstamos, mantido tal cenário, condenados a ver a próxima campanha presidencial limitada à disputa da chave do cofre. Todos alinhados com o sistema financeiro privado e disputando um capitalismo dito sustentável, como se isso fosse possível.

  • Lei da Porcalhada, anistia do “Rei” Giorgio para Berlusconi e degradação da política

    altO “Rei Giorgio” exigiu que a maioria dos 40 parlamentares do Comitê votasse a eliminação do artigo 138 da atual Constituição, para impedir o povo de rejeitar com o referendo a futura Constituição.

  • O leilão de Libra e suas implicações

    altSe houvesse planejamento estratégico, vultosos recursos poderiam ser direcionados para investimentos e caixa da Petrobras. O Tesouro paga diariamente R$ 2 bi de juros da dívida não auditada. Apenas sete dias e meio dá os R$ 15 bilhões do bônus.

  • Classes e luta de classes: mercantilismo

    altPor volta do século 18, a acumulação de riqueza monetária nos reinos feudais europeus resultou em dois movimentos desconexos, que iriam marcar profundamente a futura evolução das sociedades humanas.