Edição 880

  • Robin Hood tinha razão

    altDois pesquisadores, ao testarem macacos-prego, verificaram que eles se zangavam ao ver um companheiro receber uma recompensa melhor. Liberdade passou a ser entendida como direito de um se sobrepor ao outro, ainda que o outro seja relegado à miséria.

     

  • Obama e Rouhani: as ligações perigosas entre EUA e Irã

    altSegundo inúmeros historiadores e analistas internacionais a participação iraniana no Iraque em momento algum favoreceu a formação de uma resistência unificada contra os invasores anglófonos. Irã e EUA estabeleceriam um condomínio sobre o Iraque, a partir das eleições iraquianas de 2005.

  • Próxima aula dos professores do Rio: cidadania

    altA excessiva cobertura de confrontos pontuais acabou ofuscando a organização e a agenda dos professores, que começaram muito antes destes últimos atos e cuja relevância para o desenvolvimento brasileiro é infinitamente superior a qualquer outra abordagem oportunista. “

  • A crise e os arrivistas

    altMarina Silva ou Eduardo Campos não apresentam – ao contrário do antigo PT – nenhuma alternativa programática ao modelo defendido pelos bancos e multinacionais. Entretanto, o “senso de oportunidade” de ambos – frente ao inevitável desgaste do governo de plantão – os faz tentar se apresentarem como alternativa para um país em crise.

  • As mudanças previsíveis da previdência social nesta década

    altDiante deste quadro estrutural da política social, preocupa o rumo que tem sido dado às chamadas desonerações patronais no sistema previdenciário, sem quaisquer ligações com a evolução previsível do sistema no médio prazo.

  • Brasil, 1968

    altFatos explicam o silêncio que se impôs em torno de 1964, enquanto 1968 constituiu-se no foco, destacando-se os filmes. Assim, ao invés da necessária reflexão, o culto do martírio, enfoque não nos permite avançar no caminho da lucidez política.

  • Mobilização pelo saneamento

    altUma luz se acendeu pelas bandas de Belém do Pará. O povo se mobilizou, fechou ruas, reivindicando o saneamento básico para seus bairros. É terrível, mas a cidadania brasileira, mesmo a partir de sindicatos e movimentos sociais, jamais teve o saneamento como bandeira de luta.

  • Black blocs, lições do passado, desafios do futuro

    altOlhando para a história dos black blocs, me parece que os melhores momentos dessa tática foram quando ela serviu de instrumento para um movimento mais amplo. E esses momentos foram marcados por avaliações de que tipo de ações serviam mais aos fins buscados.

  • O locus da violência, mais uma vez

    altA imprensa gasta páginas e mais páginas de jornal e dezenas de minutos de jornalismo televiso para discutir a "violência" contra vidraças, enquanto a verdadeira violência contra a vida de nossos trabalhadores ganha menções pontuais e breves.

  • Estados Unidos e Síria – da proximidade ao afastamento

    altDurante a Crise de Suez, momento em que tropas israelo-franco-britânicas invadiram o Egito, Damasco apoiou o Cairo, ao chegar até a bloquear o uso de oleoduto vindo do Iraque.

  • Mídia e Estado seguem em insidiosa ação de deslegitimação das mobilizações e incentivo à violência

    alt“Manifestar sem ser agredido pelas forças do Estado é direito inegociável que deve ser garantido, em forma organizada e política, pelas próprias forças que se manifestam”, disse ao Correio o historiador Mario Maestri, em entrevista que discute a violência do Estado, da Mídia e também a atuação e a tática do black bloc.

  • Movimento Todos Pela Educação, Organizações Globo, Cabral, Paes e Costin: ‘amansar’ os professores com cassetetes para avançar contra a escola pública

    altA rigor, é um plano que não valoriza a qualificação tão proclamada como indispensável, desconsidera a formação em vários domínios do conhecimento e, ao restringir o universo dos possíveis beneficiados, sobressai um dos objetivos não proclamados do novo plano: a redução do impacto orçamentário do plano.

  • Como matar o setor de petróleo

    altNa década de 1990, auge do período neoliberal, Betinho escreveu um capítulo do livro “Em defesa do interesse nacional”, cheio de ironia e bom humor, mas muito sério, intitulado “Como matar uma estatal”.

  • Acordo nuclear: muitas pedras no meio do caminho

    altOs congressistas pró-Israel, que por enquanto são maioria, farão tudo para sabotar a paz. Têm no time deles os 3 maiores lobbies dos EUA: as principais associações judaico-americanas, a indústria de armamentos e a indústria do petróleo.

  • Classes e luta de classes: o início

    altAs manifestações de junho de 2013 tiveram o mérito de colocar em pânico os formuladores da teoria da nova classe média, ao mesmo tempo em que impuseram a necessidade de discutir a estrutura de classes da sociedade brasileira e os caminhos que a luta pode seguir.