Edição 864

  • A massa rompeu o silêncio

    altRevestida de certa imunidade à manipulação pelo poder e também à mistificação pelo futebol e ao espetáculo, a massa “silenciosa” tem muito a nos dizer e a nos ensinar.

     

  • Os seis dias que abalaram o Brasil

    altOs jovens do MPL sabem que o modo de produção socialista ainda não conseguiu se concretizar em nenhum lugar do mundo, mas dizem que mulheres e homens precisam sonhar, com a condição de acreditar nos seus sonhos.

     

  • Ladeira acima e ladeira abaixo

    altO povo não se satisfaz com pequenas vantagens que a economia possa lhe dar. E um governo não pode se limitar a garantir o crescimento econômico. Temos necessidade de horizontes mais amplos.

     

  • A hora e a vez da rua

    altAo insistir que os recursos para financiar a redução das tarifas seriam retirados de outras áreas sociais, a essência do pleito dos manifestantes continuou olimpicamente ignorada por Haddad.

  • E Agora?

    altLula e Dilma devem explicações: quais foram as razões para, vitoriosos eleitoralmente, terem capitulado politicamente e assumido as ideias dos derrotados nas urnas?

  • Financiamento eleitoral esdrúxulo dá nisso

    altAs manifestações de rua mostram, com clareza, que o sistema de representação política está em frangalhos. Muitas coisas explicam e, certamente, o sistema de financiamento eleitoral privado é uma delas.

  • As maiorias sociais saíram às ruas. E elas, às vezes, assustam

    altA direita também está disputando o movimento. A ideia é transformar as pautas das manifestações em algo tão genérico para que se possa esvaziá-las de qualquer conteúdo para uma mudança estrutural.

  • ‘Não há problemas técnicos nem financeiros pra implantar a Tarifa Zero’

    altO Correio entrevistou Lucio Gregori, ex-secretário de transportes Erundina e um dos precursores do Tarifa Zero. Talvez em sua principal afirmativa, escancara um detalhe que continua despercebido: a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada pela presidente Dilma.

  • Para onde vai o mundo? Para onde queremos ir?

    altSimplício era o cara mais distraído do mundo. Só se deu conta de que estava no meio da grande manifestação política, quando uma multidão, na Av. Paulista, começou a empurrá-lo de um lado para o outro.

  • 19 de junho: 60 anos do assassinato do casal Rosemberg

    O mito da superioridade da civilização anglo-saxônica estava em jogo. A verdade é o que menos importava: ninguém além deles teria a capacidade de fazer a bomba atômica, se o fizeram é porque a receita, o segredo, foi roubado.  

     

  • Todos sob controle

    altEis a consagração do Estado Policial, capaz de controlar todos os seus cidadãos. O medo do terrorismo doméstico faz com que, hoje, 56% dos estadunidenses apoiem a vigilância telefônica e eletrônica da população.

     

  • A redução da tarifa e os trabalhadores

    altO momento, agora, na perspectiva dos trabalhadores e dos movimentos sociais, é de explicitar, sem medo, toda essa conjuntura, que se tentou mascarar pela fórmula da negação do conhecimento sobre o que estava acontecendo.

  • A era das imposturas e o brado das ruas

    altImposturas sustentadas pelas classes dominantes, por seus meios de comunicação e por um leque de partidos corrompidos pelo grande capital, parecem não se coadunarem com o grito das ruas.

  • Não deixem abaixar as bandeiras vermelhas

    altO que aconteceu em São Paulo, no Rio de Janeiro e Salvador foi diferente, e muito, muito mais grave. Foi parecido com o Cairo, onde a Irmandade Muçulmana tentou impedir a esquerda de se apresentar publicamente.

  • O lugar da política

    altNão estaria o Estado brasileiro historicamente apropriado por interesses privados, que não se restringem aos dos políticos e burocratas? Quanto custa uma campanha eleitoral? Não estaria a política dominada pelo dinheiro?

  • A Copa do Mundo já começou

    altMas não há como se impressionar muito e comemorar esta que parece ser uma mudança de tom ou postura, seja de governantes, seja de sua Armada de Branca Leone, a imprensa. Há, pelo contrário, de se manter postura atenta para a leitura de entrelinhas.

  • Breves registros de uma vitória histórica

    altBreves imagens da semana que marcou de maneira triunfal a retomada das mobilizações de massa no Brasil, absolutamente acima de qualquer prognóstico que se tenha tido notícia.

     

  • Insatisfação latente

    altNum primeiro momento há certo contentamento com políticas de compensação social, mas ele não dura eternamente. Depois de satisfeitas certas necessidades básicas, a população sai em busca da cidadania plena.

     

  • Dilma, a Copa e a Hora do Pesadelo

    altO sonho secreto das forças políticas que comandam o Estado brasileiro há décadas é precisamente este: uma conciliação ampla e irrestrita entre trabalhadores e capitalistas.

     

  • A direita espreita “nossas” marchas ou as maiorias entraram em movimento?

    altE nosso papel não é salvar a democracia representativa, mas, propor formas mais radicais de democracia. Só de se colocarem em marcha, essas pessoas já estão fazendo política. E elas precisam ser avisadas disso.

  • Protestos

    altMais do que pela tarifa, foi o rechaço à violência da polícia que indignou o povo brasileiro! O movimento precisa avançar para um conteúdo programático mais profundo que permita a ampliação para os movimentos sociais.

  • A repressão policial não é conjuntural, é estrutural. Pela desmilitarização da polícia e da política!

    altSomos controlados pela polícia política do governo petista, que prendeu as lideranças dos protestos que ocorriam contra os crimes da Copa. Também somos vigiados pela polícia política do governo tucano, que agrediu e encarcerou manifestantes.

  • Brasil em convulsão: politizar as manifestações e unir a vanguarda

    altO papel dos lutadores sociais, neste momento, é fomentar de forma mais ampla possível a politização da luta, através das demandas massacradas pelo esgarçamento social patrocinado pelo capital.

  • Porque eu gosto das segundas-feiras

    altE como cresceria o movimento se sindicatos e centrais convocassem seus filiados para pararem o trabalho e engrossarem as próximas manifestações. E se sem-tetos, sem-terras, atingidos pelo megaeventos, cercados pelos caveirões e UPPs, cerrassem fileiras.

  • O povo voltou às ruas, Lamu!

    altAo contrário do que proclamam os governos, os reajustes dos preços dos transportes são uma herança indexada dos anos 1990, cujo acumulado nos últimos anos é muito superior à inflação.

  • 17 de junho de 2013

    Palavras de ordem como ‘Da copa abrimos mão, queremos saúde e educação’, ‘Era um país muito engraçado, não tinha escola, só tinha estádio`, dentre tantas outras, surgem como um dos elementos simbólicos que apontam para uma visão ampla da conjuntura e para o enriquecimento da pauta política. O que indica um profundo golpe nos projetos dominantes de poder de governos e partidos, aí incluídos  indistintamente PSDB e PT.

     

  • Socializar os sonhos na maior arquibancada do Brasil

    altAs pessoas que arriscam sua integridade física, que se abrem às críticas ocupando as ruas e manifestando os seus descontentamentos, podem ser vistas com inúmeras lentes. Não peço que cheguemos a um consenso.

  • Ocupar a Paulista! Por um transporte público de qualidade, gratuito e universal!

    altE, então, o que nós todos temos a ver com a luta por um transporte público gratuito, de qualidade e universal? Ora, tudo! À exceção do punhado de empresários, investidores e políticos que ganham com o atual modelo privatista.

  • Sobre vândalos, antropófagos, canibais, tucanos, petistas e pessoas

    altQuem recebe salário mínimo em SP e utiliza ônibus e metrô para ir e retornar do trabalho tem um gasto que equivale a quase 27% de sua renda, e passa mais de três horas por dia em meios superlotados, um mês por ano.