Edição 841

  • 2013: sob uma nova ofensiva do capital

     

    altO historiador Mário Maestri é o nosso entrevistado. O que ressalta como essencial das avaliações prospectivas da edição é o limitado arco de ação redistributiva no qual se enquadraram as novas medidas de política econômica de 2012. E que, certamente, deverão dar o teor predominante de 2013.

  • Perspectivas da economia brasileira para 2013

    altEm resposta à crise do crescimento externo, o sistema econômico recalibra suas estratégias de defesa, agora cada vez menos encadeadas com uma política social distributiva e cada vez mais concentradas com os segmentos do setor primário-exportador. Aposta-se demasiado numa fantasia verbal – “o espírito animal do empresários” – em detrimento do argumento da igualdade social.

  • 2013: o “saco de maldades” antes de 2014

    2013 será um ano de corrida contra o tempo, de muito dinheiro público para avançar nas obras atrasadas, de muita corrupção e benesses para os amigos do poder e das grandes obras; ano de novos ataques a direitos dos trabalhadores, de criminalização e crescimento da militarização da sociedade para disciplinar a resistência.

  • Em 2013, domínio político-empresarial se aprofundará no esporte

    altContinuaremos à mercê dos entendimentos político-empresariais, com pouca participação social e de personalidades vividas e dispostas a colaborar com o desporto nacional. Este ainda se encontrará longe da acessibilidade por parte da população e da cultura de formação sócio-educativa.

     

  • A quem houve a voz do homem diante da lei?

    altO universo de Kafka está bem representado por Welles. A parábola do começo não traz um ensinamento moral edificante; ao contrário, como já indicara Walter Benjamin, as parábolas de Kafka não nos reconfortam, mas nos aturdem – em vez de ensinamentos morais, temos uma narrativa que transmite a sensação de esvaziamento de toda moral.

  • Estamos regredindo

    altFarei apenas uma previsão: no Brasil, em 2013, nada que seja fundamental ao desenvolvimentismo sob a perspectiva de seus leais defensores terá seu caminho interrompido. Porque não parece haver nada que possa se colocar no caminho desse grande deus da atualidade, o crescimento econômico.

     

  • 2013

    altO que, por incrível que seja, é de fato a esperança do governo é a retomada dos investimentos, ou a elevação da taxa de investimentos, através das privatizações. Isto mesmo: para o governo, temos de dar um salto na competitividade sistêmica da economia, buscando remover os chamados “gargalos”. Para tanto, a grande solução encontrada são as concessões.

     

  • A economia brasileira em 2013: será que o investimento volta?

    altAtivar o investimento num quadro de elevada incerteza global é um desafio difícil. Em 2012, a política econômica brasileira não deu conta dele. Por que se imagina que em 2013 há boa chance de o investimento voltar a avançar? A razão básica é que a variedade e a intensidade dos estímulos ao investimento foram muito reforçadas nos últimos meses.

     

  • Problemas do setor elétrico

    altAliado da insanidade “ofertista”, o governo federal não prioriza o uso racional de energia com políticas agressivas de eficientização energética e o uso de outras fontes renováveis de energia, como a energia solar e a energia eólica, para a diversificação e a complementaridade da matriz elétrica nacional.

     

  • No limiar de 2013

    altTaiwan, Coréia do Sul, Hong Kong e mais um ou outro tigre asiático prosseguem desenvolvendo-se, e países maiores – como Índia, Rússia e Irã – também crescem. Se a China e esses países combinarem os respectivos mercados internos, as trocas regionais e a intensificação do intercâmbio entre todos eles, é possível que permaneçam fora da crise.

     

  • Estados Unidos: novo ano, antigos problemas

    A tentativa do governo de restringir mais uma vez o acesso a armas no próximo ano não será a maior dificuldade a ser encarada em 2013, mas sim os altos índices de desemprego de uma economia patinhada desde o final de 2008 e a turbulenta elaboração do orçamento.

     

  • 2013: esperanças de mudança

    As entradas de Kerry e de Hagel (especialmente) no governo poderão representar as mudanças tão prometidas e esperadas na política internacional dos EUA. Que influenciará positivamente o progresso na solução dos grandes assuntos do Oriente Médio. Por enquanto, uma esperança que, no cenário sombrio do Oriente Médio, já quer dizer muito.

  • Perspectivas sombrias e esperanças devem marcar 2013

    altAté bem pouco tempo, era impossível propor aos movimentos organizados que se posicionassem contra as políticas econômicas e sociais dos governantes nas suas três instâncias: municipal, estadual e federal. Mas as coisas estão mudando, com muita gente se decepcionando, abrindo os olhos e se perguntando sobre o que pode ser feito para reverter a situação.

     

  • Turbulências à vista

    altO Brasil talvez se transforme, em 2013, no epicentro dessa disputa. Muitos indicadores apontam para uma situação em que a grande burguesia já não suporta um governo dirigido pelo PT. Apesar de suavemente, e após um prolongado período defensivo, o governo Dilma começou a baixar juros e a ferir a lucratividade do sistema financeiro.

     

  • Tempos estranhos

    altAparentemente, o jogo político relevante está se desenrolando nas sombras e dentro do governo, dentro do PT. Todos os indícios levam a crer que há uma guerra interna, bastante importante, sendo travada no interior do regime, envolvendo a divisão do poder (cargos e recursos, obviamente) e interesses bastante difusos.

     

  • Os escrachos e a luta por verdade e justiça: o que esperar em 2013?

    altCriatividade e justiça dão o tom e o sentido do Levante Popular da Juventude e movimentos similares. O mote central que inspira essa forma de ação política é a omissão do Estado brasileiro em fazer justiça e revelar a verdade sobre os acontecimentos mais violentos da ditadura.

     

  • O Estado brasileiro em debate: entre as mudanças necessárias e as eleições 2014

    altO processo político e de mobilização social para que o Estado seja uma efetiva ferramenta de promoção da igualdade social, redistribuição de riquezas e de poder político terá que perpassar por algumas questões, como: qual o Estado que queremos? Qual o projeto de desenvolvimento e participação popular que será necessário para isso?

  • Feliz ano-novo

    altO ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório há que superar o modelo desenvolvimentista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada na economia solidária e sustentável.