Edição 840

  • Derrotar o fascismo que nos habita: Pasolini e Foucault

    altEm 2012, que ora já está perto de findar, muitos fascismos irromperam aqui e acolá no planeta Terra. Muitas outras atitudes antifascistas também floresceram. Parece que algumas das questões importantes para Pasolini e Foucault, na década de 1970, ainda não envelheceram.

  • 2012: acirram-se os conflitos, face a uma era perdida para os direitos sociais e trabalhistas

    altE no Brasil, não foi diferente. Em meio a este cenário, o sociólogo do Trabalho Ruy Braga, autor do livro ‘A política do Precariado’ – do populismo à hegemonia lulista, é o nosso entrevistado especial neste final de ano.

  • 2012: tombo na economia e aumento dos conflitos sociais

    Em 2012, diante da crise, a coalizão capitalista dominante – o capital financeiro, o agronegócio, os grandes grupos siderúrgicos, empreiteiras – cerrou ainda mais fileiras em torno do governo PT-PMDB. E este não lhes faltou. E pelos menos dois traços foram marcantes e comuns em dois anos de mandato do governo Dilma-PMDB: a desaceleração do crescimento do PIB e um crescimento dos conflitos e tensões sociais.

  • Pesadelos de verão e de inverno

    altA esquerda no governo não só deixou de estabelecer um programa claro de luta, como alguns dos partidos que a compõem fraturaram esse campo político. Para conquistar prefeituras municipais, estabeleceram coligações com partidos de direita, o que pode se tornar um pesadelo de inverno.

  • A violência nossa de cada dia

    altA situação dos direitos humanos no Brasil apresenta um quadro sombrio, inexistindo no país um regime de segurança. Há necessidade de enfrentar-se a problemática da violência, porém, sob o manto dos direitos humanos.

  • A lição de casa

    altOra, a barreira imposta pelo conluio imperialismo/stalinismo que nos reduziu à tão brutal situação de indigência teórica, quando os dogmas substituíram os princípios e os militantes tornaram-se beatos acríticos, só pode ser removida caso estejamos dispostos a promover um profundo trabalho de autocrítica, cortando na própria carne.

  • Governismo, a vertente tupiniquim do stalinismo e o sopão dos pobres

    altMilitontos não cansam de xingar o STF ou qualquer opositor dentro ou fora do partido, mas batem palmas para higienismo e políticas genocidas, repetindo cegamente "quem não está conosco, é de direita", mesmo que o PT de hoje cause invejas ao PSDB que nunca conseguiu manipular tão perfeitamente as massas.

     

  • A ditadura militar no Brasil (1964-1985) e o massacre contra o PCB

    altO sangue dos militantes do PCB tingiu de vermelho as bandeiras das lutas operárias de 1922 até 1977. Por que tanto ódio da burguesia a este partido? Talvez seja possível responder: não tem nenhum acontecimento que diga respeito aos interesses dos trabalhadores na história do Brasil que não tenha tido a participação decidida dos comunistas.

  • Para meditar no Advento

    altDepois de tanta angústia e de tanto sofrimento, o Natal aconteceu na vida do menino Sebastião e dos trabalhadores rurais escravizados. Que o Advento, tempo de espera alegre da vinda do Menino Jesus, leve-nos a uma profunda conversão.

  • Natal de Jesus a partir de Dandara

    altA partir de Dandara, das Comunidades Eclesiais de Base, da Teologia da Libertação, dos movimentos sociais populares, do que é mais humano e, por isso, divino, entendemos que a melhor forma de celebrar o Natal não é dando presentes, mas sendo presentes, sendo presença divina no mundo, cultivando relações humanas que tecem um novo tecido social justo.

     

  • Waldemar Rossi e Maria Célia Vieira Rossi: a história por quem a faz

    alt Documentário, produzido pela Moviola Presa Produções Independentes, trata da trajetória política e social de Waldemar e Maria Célia.

  • Fé cristã e cultura ocidental

    altAs circunstâncias histórias proporcionaram para a fé cristã tempos de perseguição e tempos de bonança. Podem mudar as circunstâncias. Mas a vitalidade cristã é endógena, não depende de circunstâncias externas. Com ventos favoráveis ou contrários, a fé cristã é portadora de uma mensagem eficaz.

     

  • A estrela de Belém

    altSomos órfãos da esperança. Quase tudo está ao alcance do poder do dinheiro, exceto o que mais carecemos: um sentido para a vida. Tateamos, sonâmbulos, nessa interminável noite de insônia. Calam-se as filosofias, confinadas aos limites da linguagem

  • Um ano de ebulição, apesar da velha baderna

    altO ano de 2012 chega ao final e, mais uma vez, o balanço a ser feito não destoa muito das temporadas anteriores. Tanto na prática quanto na gestão, o país se manteve fiel às velhas tradições e longe de qualquer evolução, ao mesmo tempo em que sente o sabor da ascensão econômica.

  • 2012, um ano de lutas e pouca conquista popular

    altEntre pequenas conquistas e algumas derrotas, um novo movimento social vai se esboçando, apesar da ausência de alguma força unificadora dessas novas forças, capaz de organizar um plano de lutas comum, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro.

     

  • Estados Unidos: o consenso entre democratas e republicanos

    altO balanço da primeira administração democrata não é otimista, haja vista que o retraimento de políticas progressistas lá influencia o restante do globo, falto também, por sua vez, de inspiração para superar as enormes adversidades por que passa toda a sociedade.

     

  • Assassinato em Belfast: prendam a polícia

    altCom o acordo de 1998, as coisas ficaram mais calmas na Irlanda do Norte. Embora ainda alguns exaltados do IRA, de raro em raro, cometam um atentado e as lutas entre grupos – por vezes multidões – de católicos e de protestantes não tenham acabado de todo. O caso Finucane, que parecia esquecido, voltou a emocionar.

  • Equação de Newtown ou o direito de armar o próximo

    altForam incrementando a violência como forma de entretenimento através do cinema, jornal, mídias de todas as formas, convencendo a população estadunidense de que eram eternos vencedores, “Só com violência podemos salvar a democracia”. A violência cativou a população.

     

  • Economia: retrospectiva 2012

    altO arranjo das desonerações, combinado com juros cadentes e câmbio regulado para pequena desvalorização do real (relativamente à situação pré-existente), não tem sido capaz de reanimar o investimento privado, particularmente da indústria de transformação.

     

  • 2012, um ano perdido?

    altCom um governo fraco, refém político dos seus financiadores e mergulhado em sucessivas denúncias de corrupção, superlativizadas pela mídia dominante, o que mais chama a atenção é a total entrega do país aos ditames do capital privado financeiro.

     

  • Setor do petróleo até 2012 e perspectivas para o futuro

    altSe for aprovado o projeto dos movimentos sociais, o grau de soberania do Brasil crescerá e o povo estará sendo melhor atendido. Contudo, as forças do capital são poderosas e estamos perdendo a batalha. A menos que surja uma conscientização da sociedade, sou pessimista.

     

     

  • Belo Monte em 2012: lama no rio e o início do fim dos peixes-zebra

    altO fato, totalmente ignorado pela grande imprensa, é que a Volta Grande do Xingu, que até o ano passado correspondia a uma centena de quilômetros de praias de areia branca e cachoeiras paradisíacas para o turismo e pesca ecológicos, já está contaminada com a lama das obras da hidrelétrica de Belo Monte.

  • Escravidão e práticas antissindicais de hoje: os sindicatos precisam combater essa ofensiva das empresas e dos governos

    altHá uma estreita vinculação entre expansão do agronegócio no contexto da economia mundializada e a precarização das relações trabalhistas. A contradição gritante é que o mesmo governo que estimula as monoculturas de exportação corre atrás dos enormes prejuízos que ela provoca, inclusive à imagem do Brasil.

  • A economia brasileira em 2012: o que houve com o crescimento?

    altA combinação de baixo crescimento com inflação persistentemente acima da meta definida pelo governo é incômoda. E grande parte das discussões recentes gira em torno da seguinte questão: essa combinação veio para ficar?

  • Retrospectiva para quê?

    altA retrospectiva que eu queria não será possível fazer neste final do ano de 2012, e até acredito que, com o andar dessa carruagem chamada Brasil, em nenhum ano até 2200! Muitos vão se alegrar, pois, com este artigo, encerro meu ativismo socioambiental. Feliz 2013!