Edição 804

  • Casa da sogra

    altÉ possível acabar com a corrupção? No coração humano, jamais. Há, contudo, antídotos objetivos: financiamento público das campanhas, ficha limpa também quanto ao patrimônio familiar acumulado...

     

  • Comissão da Verdade sem ódio II

    altQue sejam exigidas verdades e retratações dos militares do passado, entretanto, é preciso que seja apresentada uma proposta para os militares de hoje serem assumidos como membros desejados da nossa sociedade.

  • A Revolução Nacional Boliviana, 60 anos depois

    altFoi uma jornada heróica, que culminou quando o exército, cão de guarda da oligarquia mineradora e proprietária de terras, foi derrotado, desarmado e dissolvido pelos mineiros, após dois dias de combates ferozes.

     

  • A culpa é do torcedor

    altA violência nos estádios não tem causas diferentes da violência urbana – até porque os estádios estão dentro das grandes cidades –, os responsáveis são mais ou menos fáceis de identificar, mas a maioria das ações de prevenção e repressão tem tido como único foco o torcedor.

     

  • Política Econômica permanece no reino do curto-prazo

    altA alteração substantiva da política econômica passaria pelo rompimento do tripé representado pelo câmbio flutuante/superávit primário/metas de inflação, deixando para trás o esquema das aberturas financeira, comercial e produtiva.

  • Investimentos em educação pública computam despesas que nada têm a ver com educação

    altSão necessárias algumas providências para que possamos saber, com suficiente precisão, quanto efetivamente investimos em educação pública. Além de lutarmos pelos 10% do PIB para a educação pública, precisamos ficar muito atentos para a definição do que pode ou não ser considerado gasto educacional e para denunciarmos, sempre que aparecer, a confusão entre gasto público com educação e gasto com educação pública, confusão essa feita até mesmo na atual proposta de PNE em debate no Congresso Nacional.

  • Um debate apaixonado

    Poucas questões têm provocado tanta discussão como a decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre a penalização, ou não, do aborto nos casos de feto anencefálico. A decisão do Supremo de descriminalizar o aborto em tal circunstância - tomada, aliás, por grande maioria de votos - parece, pois, a mais correta.

  • Hugo Cabret se recusa a não sonhar (2)

    altNão é desprezível que a semelhança entre o autômato e seu criador seja justamente a capacidade de desenhar! Hugo sonha um sonho terrível – teme tornar-se máquina e não ser mais capaz de mudar a própria vida, não poder mais amar.

  • Um tiro no inimigo

    altRebaixar os juros, em especial do Banco do Brasil e da Caixa, representou o primeiro tiro no pior inimigo do desenvolvimento econômico e social. A reação inicial do sistema financeiro, embora ainda soft, foi de desfaçatez total, exigindo compensações como se fosse um miserável à míngua.

  • A última chance do Irã e também do Ocidente

    altQuando estabelece como condição para deixar o Irã em paz que ele destrua as instalações nucleares subterrâneas de Fordow, o Ocidente está repetindo Hitler.

  • Os atingidos pelo Complexo de Suape

    altA desocupação deste território pelo Estado tem ocorrido de forma truculenta, sem negociação "amigável" com os moradores. Muitas vezes, recorrendo ao que se denomina na região de "milícias armadas".

  • O papa e a utilidade do marxismo

    altO marxismo é um método de análise da realidade. E mais do que nunca útil para se compreender a atual crise do capitalismo. O capitalismo, sim, já não é útil, pois promoveu a mais acentuada desigualdade social entre a população do mundo.

     

  • Espasmos colonialistas: Espanha, mas qual Espanha?

    altO argumento mais utilizado pelos desvairados funcionários da Coroa é que qualquer agressão argentina a Repsol-YPF seria um ataque a Espanha e, por tabela, aos espanhóis. Não se deve cair na armadilha. O pleito é com sua burguesia.

  • Que sob a toga dos ministros do STF não se esconda nenhum escravocrata

    altEstá em curso uma nova caça aos povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, por um contingente expressivo de escravocratas, que lançam seus tentáculos em diferentes espaços do Estado, com apoio de órgãos da imprensa.