Edição 789

  • Esportes em 2012: uma prova de fogo e muitos descalabros

    Em Londres, o país colocará à prova todo o seu trabalho nas mais diversas modalidades olímpicas. No mais, 2012 terá tudo para representar a intensificação dos inadiáveis preparativos para os megaeventos de 2014-16; depararemos com inúmeros atropelos aos procedimentos legais, sociais e éticos. Como já se vê claramente.

     

  • 2012: aprofundamento da crise acirra tendências conservadoras e autoritárias

    Se 2011 chegou ao final com muita história pra contar, com seus diversos acontecimentos marcantes, simbólicos e paradoxais, 2012 começa com mais uma encruzilhada histórica. Por um lado, tudo parece indicar que esteja a caminho o famoso‘mais do mesmo’. Entrevista com Mario Maestri.

     

  • Vida eclipsada em nada no cinema de Antonioni

    É a falta da transcendência que caracteriza o vazio das vidas no filme de Antonioni? Sartre dá concretude à noção, dando lugar central ao nada nas relações humanas e na relação do ser humano com o mundo. O nada é a própria definição de liberdade, é o que fecha o passado antes do futuro

  • O fim do mundo em 2012?

    Mais curioso, porém, é outra analogia maia. Há diversas evidências de que o colapso da sociedade maia entre os séculos VIII e IX, o seu próprio “fim do mundo”, foi ocasionado por má gestão e degradação ambiental.

     

  • Estados Unidos: 2012 ratificará a postura conservadora

    Em 2012, os democratas não contam mais com o entusiasmo do eleitor, mas com o receio. Embora não haja a possibilidade de progressismo com eles, o eleitor teme o conservadorismo ainda maior dos republicanos. Desta maneira, as chances de reeleição de Obama são expressivas.

     

  • Breve visão do Iraque

    Agora que os americanos partiram, Maliki se voltou para o Irã e pediu sua intervenção para pacificar os ânimos. Se os iranianos o atenderem poderão surgir focos de atrito com os EUA.

  • Hasta La Vida por La Tierra

    O destaque que aqui se faz ao caso da luta pela terra dos Mapuches é, ao mesmo tempo, uma homenagem e um símbolo. Homenagem à altivez e coragem desse povo e símbolo porque bem representa a luta de muitos outros povos latino-americanos por suas terras, suas culturas e o “bem viver”.

     

  • Perspectivas para a Economia em 2012

    Mudanças de inserção externa, de perfil do investimento em bens públicos e do conjunto da política social ocorrerão de forma não planejada. Deixadas ao acaso, essas mudanças correm o risco da regressão e do retrocesso.

  • 2012

    Será mais do mesmo, até que os destinos do mundo global nos empurrem para, de fato, nos assumirmos como país que deve procurar um caminho próprio para um verdadeiro desenvolvimento.

  • A arte de reinventar a vida

    No entardecer da vida, podemos olhar para trás e verificar quantos sonhos não se transformaram em realidade! Porque não tivemos coragem de romper amarras, quebrar algemas, nos impor disciplina, abraçar o que nos faz feliz.

  • Diante dos desafios, aproveitar as oportunidades

    Há justificativas de sobra, sociais, econômicas, financeiras e políticas, para assentar rapidamente os dois a três milhões de camponeses sem terra e incorporá-los à produção alimentar, ampliando a seguridade alimentar e reduzindo as pressões inflacionárias.

  • 2012 será um ano mais quente?

    Se os operários da construção civil continuarem no ritmo das paralisações de 2011, estarão estimulando outros setores da sociedade a intensificarem suas manifestações de descontentamento.

     

  • Junto da Burguesia, Só Haverá Lugar para os Jacarés

    Urge que não acompanhemos a visão pragmático-industrial do capitalismo, mas sim entendamos a lógica de comunidades consideradas mais primitivas que as nossas (índios bolivianos, dos Chiapas etc..), com suas lógicas mais simples e econômicos e de menor complexidade, para sabermos resistir aos novos tempos.

  • A Paz e o Futuro

    O desencanto provocou reminiscências perigosas. Saudades do período sombrio passam a freqüentar mentes doentias, abrindo espaço para os oportunistas. Urge a alteração no quadro político brasileiro, com o afastamento da política fisiológica, movida a interesses pessoais.

     

  • Defesa das estatais elétricas

    Os interesses privados já se mobilizam e o país inteiro é testemunha da copiosa divulgação da FIESP, defendendo a licitações nas datas de vencimento das concessões, o que significaria retomada das privatizações.

     

  • Privatização dos aeroportos e soberania nacional

    Se não é pelos serviços prestados, o que leva a presidenta Dilma a privatizar nossos aeroportos? Nesse compasso, corremos o risco de, em alguns anos, encontrar nas livrarias um novo “best seller”, sobre a “privataria petista e/ou peemedebista”.

  • Quem paga a conta?

    De uma coisa não podemos duvidar: a crise vai bater à porta do Brasil. Por enquanto, ainda temos algumas receitas tradicionais, que neutralizam os seus sintomas. Não vai demorar muito para nos depararmos com suas causas mais profundas e estruturais.

  • O que esperar de 2012?

    A crise econômica que assola o mundo capitalista desenvolvido não dá sinais de trégua e já surgem os primeiros sinais de que seus efeitos começam vir ao Brasil. Caso a esquerda não consiga mobilizar os setores populares para enfrentar seus inimigos, 2012 dificilmente se diferenciará de 2011.