Edição 788

  • 2011: Imobilismo do movimento social permite nova ofensiva do grande capital

    2011 encerra-se com muita história pra contar. Tomando-se os retrocessos ambientais e sociais como os mais eloqüentes em momentos de recrudescimento no conservadorismo, o Brasil constitui exemplo digno de nota. Entrevista com o geógrafo Ariovaldo Umbelino.

  • Além dos desmandos de sempre, muito marketing e pouca bola

    Os megaeventos simplesmente não estão servindo como oportunidade de retomada de “nosso devido lugar” no esporte, especialmente naquele em que éramos reis. E ninguém parece atentar para tamanho desperdício.

  • A pessoa humana é um limiar: algo do cinema de Andrei Tarkovsky

    É para representar uma visão panteísta do mundo que Tarkovsky filma como filma. Na religião ortodoxa, a contemplação da beleza da natureza aproxima as pessoas de ter uma compreensão do divino.

  • Retrospectiva econômica 2011

    O primeiro ano do governo Dilma prenuncia os rumos do quadriênio, naquilo que o governo pretende intencionalmente fazer de novo, como também naquilo que continua do governo anterior.

  • 2011, o primeiro ano de Dilma

    Nem a inflação, nem a sobrevalorização do real se transformaram nos bichos-papão apontados inicialmente. O que de fato acabou por surpreender Dilma e sua equipe econômica foi, com certeza, o recrudescimento da crise internacional e especialmente a instabilidade econômica e financeira da Europa.

  • Belo Monte em 2011: a instalação do caos

    Infelizmente, a previsão de um ano difícil para os moradores da região não poderia ter sido mais acertada. Com a concessão da licença de instalação e o início da construção do canteiro de obras, o caos instalou-se em Altamira.

  • O presente de Natal de Dilma para os nordestinos: cisternas de plásticos

    Claro que essa decisão está acima de qualquer interesse eleitoreiro, ou dos coronéis do sertão, ou dos 10% das empresas fabricantes do reservatório. Dilma é uma mulher honrada.

  • 25 anos depois de Chernobyl, tivemos Fukushima

    Apesar da avaliação da AIEA, há 25 anos acontecia em Chernobyl, precisamente com um reator RBMK e por perda de refrigeração, o mais grave desastre nuclear da história.

  • Da Primavera Árabe ao Inverno de Barack Obama

    Para quem esperava de Obama um campeão dos direitos humanos e da justiça, 2011 foi frustrante. Em sentido inverso ao da Primavera Árabe, os EUA se afastam da democracia, com a conivência do seu presidente.

  • Os Estados Unidos e o tardio adeus do Iraque

    Desprovido momentaneamente o Iraque de identidade nacional, o governo Obama terá de negociar durante muito tempo de modo segmentado. O desgaste do campo de batalha passa a partir de 2012 para o da diplomacia.

  • Pressões extrativistas e resistências populares geram novos debates políticos

    altNa América do Sul, está em marcha um debate sobre as estratégias do desenvolvimento, o aprofundamento da democracia e os mecanismos realmente efetivos de participação cidadã.

  • A caminho de uma “nova” União Européia?

    Com medo de perder sua soberania nacional, ao adotar o Euro, os países envolvidos criaram uma moeda única sem nunca unificar políticas econômicas e fiscais, contornando esta problemática através de “pactos”. Sobrou assim uma Europa necessitada de uma união mais aprofundada.

  • O Natal

    Por que Jesus é uma figura importante mesmo para aqueles que não têm a estranha experiência que se chama fé? A chegada de Cristo veio perturbar o equilíbrio do universo pagão, rompendo a lógica circular da vingança e da punição.

  • Os indignados e a irrupção contestatória

    O movimento dos indignados, contestação serena que transborda dos aparelhos especializados no exercício do poder, emite sinais ainda não decifrados. Para o bem ou para o mal, a morfologia da cena política haverá de sofrer o seu impacto.

  • O movimento social e seu protagonismo

    Estamos apenas no reinício das mobilizações populares necessárias e com força para impor mudanças profundas nas estruturas política, econômica, social e cultural que tanto almejamos.

  • No ano de Dilma, o câncer de Lula

    Difícil vislumbrar algo com potencial de derrubar o projeto político petista de poder, ao menos no curto prazo e ressalvada a hipótese de uma hecatombe na economia mundial.

  • Um ano nada fácil

    Continuam pendentes de solução as formas de ser governo e, ao mesmo tempo, participar ativamente nas lutas dos trabalhadores e das camadas populares por melhores condições de renda e de vida.

  • O ovo da serpente

    A lógica do lucro supera a da qualidade de vida. A estabilidade dos mercados é, para os governos centrais, mais importante que a dos povos. Salvar moedas, e não vida humanas.

  • A Intolerância

    É necessário empenho para que, sem mais delongas, seja criminalizada a homofobia, diante da catástrofe que anuncia: a cada 36 horas, morre uma pessoa que ousou expressar sua orientação sexual.

  • Anestesia Social e locupletação das elites

    Que cada um, neste fim, não dos tempos (ainda), tenha a dignidade de identificar os impetrantes ou vítimas da Anestesia Social em favor das velhas e novas elites que se formaram nestes últimos 30-40 anos.

     

  • Uma estratégia do pós-neoliberalismo ao socialismo

    Agora o desafio passa de superação do neoliberalismo para uma batalha contra o capitalismo – e provavelmente apenas a “crise dos emergentes” abrirá um novo panorama que supere as ilusões do pacto lulista.

  • O príncipe virou um sapo

    A maioria dos eleitores imagina que governar é um ato de querer, quando deve ter claro que governar é cometer atos subalternos ao poder, e o poder não é colocado nas disputas eleitorais.

  • 2011: Vade retro, Satanás

    2011 foi um ano ruim para os países pobres, para os pobres de todos os países e para o meio ambiente. Positivas, mas problemáticas, foram as rebeliões populares. Significam a retomada da pressão popular contra o capitalismo, mas, conforme seu desenvolvimento, podem provocar um novo surto fascista. Entre as ruindades, os desastres naturais que se multiplicaram. O Brasil contribuiu e ocupa hoje o 6º lugar entre os mais poluidores.