Edição 780

  • A Líbia que eu conheci

    Após o assassinato do coronel Muammar Kadafi, líder da autocracia líbia, o jornalista e ex-diretor do Globo Repórter, Georges Bourdoukan produziu uma série de artigos em seu blog relativos à sua passagem pelo país em 1979, nos festejos de uma década da derrubada da monarquia do Rei Idris – cuja bandeira voltou a ser tremulada nas mãos dos incógnitos rebeldes reforçados pela OTAN.

     

     

  • Entre o necessário e o suficiente

    É preciso desnudar a estrutura da indústria existente no Brasil e adotar um programa eficaz, que leve as empresas estrangeiras a internalizarem novas e altas tecnologias, e que recrie ou crie empresas genuinamente nacionais que compitam com as estrangeiras tanto no mercado interno, quanto no mercado internacional.

  • Kirchnerismo, e seu modelo econômico regressivo, emerge como consenso político

    A evolução econômica, com superávit comercial e fiscal, facilitou uma política social que aumentou a população idosa com acesso à pensão e aposentadoria, tanto como a assistência a menores e desempregados. O crescimento remete principalmente à primarização econômica produtiva e exportadora, sendo evidente pela extensão da fronteira agrícola da soja.

  • O jornal Movimento e a Mídia Alternativa

    O jornalista Raimundo Pereira, editor do jornal Movimento à época da Ditadura, avalia as perspectivas da mídia alternativa.

  • Conferências de saúde? Para quê?

    Se as administrações dos hospitais e Unidades de Saúde serão privatizadas e terão “duas entradas”? Não faz sentido ir a mais uma Conferência. Fui eleito delegado, mas nego-me. Não é preciso conferenciar para entender que o hospital público funcionando adequadamente fecha qualquer instituição privada a sua volta. Portanto, para o modelo capitalista-neoliberal, adoecer e “cancerizar” a instituição pública é necessidade vital.

  • Sem trunfos internos, Obama apela para política externa a la Bush

    O governo Obama chega ao fim do terceiro ano com a taxa de desemprego levemente acima de 9%, praticamente um ponto acima da do começo de sua administração em 20 de janeiro de 2009.

     

  • Com essa oposição de direita, qualquer governo vira esquerda

    A Nova Direita termina por se transformar na Esquerda Possível, tendo em vista o horror da alternativa que a grande mídia fornece, com espaços exclusivos a seus representantes nas "denúncias".

  • A praça é do povo...

    Todas essas manifestações de rua são positivas, porém insuficientes. Não basta protestar. É preciso propor – uma nova ordem econômica, um novo projeto político, um outro mundo possível...

  • Chega de chiclete

    Nossa ocupação há 46 anos foi uma incursão de guerrilheiros; a de agora é uma Wall Street sob o cerco dos liliputianos. Também é o triunfo do princípio supostamente arcaico do cara a cara, da organização dialógica. As mídias sociais são importantes, é claro, mas não onipotentes. 

  • Royalties e a covardia contra os brasileiros

    Vamos continuar a brigar internamente para saber quem leva mais dinheiro dos royalties que representam no máximo 15% do petróleo? Enquanto isso, a maior parte do nosso petróleo vai ser exportado. 

  • Kadafi e a putrefação moral do império

    Essa vitória ocasional, prelúdio de uma infernal guerra civil que comoverá a Líbia e todo o mundo árabe em pouco tempo, não deterá a queda do império. Enquanto isso, como observa o agudo filósofo italiano Domenico Losurdo, o crime de Sirte evidenciou algo impensável até pouco tempo atrás: a superioridade moral de Kadafi em relação aos carniceiros de Washington e Bruxelas.

  • A Honra Reconquistada de Muammar al-Kadafi

    Quem abraça o demônio, jamais dirige a dança! Foi o movimento de privatizações, de “austeridade”, de abertura ao capital mundial, de apoio às políticas imperialistas na África etc., sob os golpes da crise mundial, o grande responsável pela perda de consenso social de ordem que, no contexto de suas enormes contradições, realizara a mais ampla e democrática distribuição popular da renda petroleira das nações arábico-orientais.

  • A greve dos carteiros

    O ganho moral significa duas reconhecimento de terceiros da legitimidade do movimento e mostra a consciência dos grevistas de que lutaram por uma causa justa. Tal capacidade de luta só aumentará na hora em que a classe trabalhadora tomar consciência de que não conseguirá melhorar sua condição de vida sem risco, sem coragem. Precisa saber também que o grande instrumento dessa luta é a greve.