Edição 779

  • Israel a um passo da guerra

    Mesmo com o programa nuclear iraniano temporariamente comprometido, mesmo com mínimas possibilidades de as potências ocidentais acertarem os ponteiros com o Irã, as possibilidades de guerra persistem. Netanyahu teria concordado com seus falcões em fixar um prazo para o Irã pedir água e renunciar ao programa. Venceria antes do inverno, quando começa um tempo pouco propício a ataques aéreos.

  • Mantendo a Trilha

    Em 5/10, o FMI recomendou aos países da América Latina – frente ao recrudescimento da crise européia – o relaxamento da política monetária e o aprofundamento, ou início, de políticas de ajuste fiscal, com contenção de gastos públicos. Assim, antes que a demagogia de uns ou o oportunismo de outros tente passar a idéia – ou reforçar a versão – de uma nova política econômica em curso.

  • Tempos de crise radicalizam ideário conservador e neoliberal da mídia

    Vale repassar alguns fatos recentes e as respectivas abordagens conferidas pela mídia tradicional, cada vez mais patronal em sua orientação ideológica e cega pelo mercado em suas análises, ainda que os tempos de crise causada pelo receituário político-econômico que defenderam exaustivamente recomendassem algum arejamento e reflexão.

     

  • Kadafi, as contradições e o maniqueísmo

    Kadafi caiu porque a maioria do povo líbio ou estava contra ele, ou indiferente à sua sina. O engajamento das nações ocidentais ao lado dos rebeldes não foi o fiel da balança. 

  • A insurreição está viva!

    Mas a realidade mostra a total inviabilidade de um socialismo constitucional, calcado nas regras jurídicas do próprio capitalismo, como costuma acontecer nos exemplos atuais. 

  • Ainda os muros

    A visão do muro que separa o México dos Estados Unidos permanece gravada na retina. Tão logo não desaparecerá. É como selecionar uma imagem para servir de tela permanente do computador.

  • Wall Street e os OVNIS

    Qual será o futuro humano? Não será o do bom senso. Nesses momentos impera a lógica do espólio, da vitória dos poderosos, sobre as cinzas dos derrotados. Os impasses civilizacionais se colocarão cada dia mais sem retorno.

  • Os direitos das mulheres na Arábia Saudita

    O rei Abdullah deu às mulheres um direito que estas dificilmente poderão usufruir, mas ainda assim conseguiu enganar metade do mundo (ao menos a metade que sente prazer em ser enganada). 

  • “Se acabarem com a Dandara, eu morrerei também”

    A Constituição Federal não defende direito absoluto à propriedade, mas condiciona o direito de propriedade ao cumprimento da função social (Art. 182 e 183). 

  • Documento da OMS reforça papel do Estado na regulação do setor privado

    Para a OMS, não há comprometimento político com a saúde, uma vez que a execução de uma abordagem ligada aos determinantes sociais demanda alterações em setores influentes.

  • Brasil, via BNDES e Itamaraty, reforça caráter regressivo da integração latino-americana

    Os protestos indígenas na Bolívia, notabilizados pela marcha contra a estrada que corta o Parque Tipnis, deixaram os setores progressistas da América Latina em situação desconfortável. Neste contexto, tem desempenhado um papel preponderante o Brasil, através do BNDES e do Itamaraty. Entrevista com Luis F. N. Garzon.

  • A escolha de Sofia

    A opção de congelar o desenvolvimento industrial, limitar sua exploração mineral e paralisar sua produção de commodities, dedicando-se exclusivamente aos serviços pós-industriais, representa impedimento à geração de riquezas na escala necessária para a inclusão social e redução da dependência.

  • Microsoft/Apple: barreira ao conhecimento livre

    Para evitar o avanço do software livre, o sistema procura endeusar Gate/Jobs e manter intacta a barreira MS/Mac. Por seu turno, a mídia ignora a importância do software livre, do microcomputador a preço popular nas escolas e universidades e a considerável economia para os cofres públicos por meio da adoção dos programas livres.

  • Muros que dividem

    Como conciliar a utopia cristã com a dura realidade dos muros da fronteira que ainda permanecem de pé, é um desafio que Tijuana enfrentou neste Congresso e merece outras reflexões. 

  • Atentado ou armação? Especialistas dos EUA descartam responsabilidade iraniana

    O MEK, um movimento terrorista iraniano contra o governo, está em campanha para sair da lista do terrorismo do Departamento de Estado dos EUA. Seu principal argumento, repetido por republicanos, é que, como inimigo do Irã, seria muito útil aos EUA.