Edição 775

  • Lembranças de Getulio Vargas

    Da mesma forma que se opunha ao liberalismo, repudiou sem vacilação o neoliberalismo, por subjugar as nações periféricas ao imperialismo tecnológico, econômico e político dos países hegemônicos.

  • Heloisa Helena

    A história não é dotada de nenhuma moral. Ora é generosa com uns, cruel com outros, justa com uns poucos e indiferente com muitos.

     

  • “Desculpem os transtornos, estamos construindo algo melhor”

    Tanto as reações violentas da extrema direita como as manifestações utópicas da juventude ocorrem diante da constatação de que os Estados Nacionais na Europa submeteram-se inexoravelmente aos interesses do capital financeiro, ou seja, o dinheiro aglomerado aos bilhões pelos grandes bancos e que financiam as gigantescas corporações industriais e os governos.

  • ‘Vergonhosa, MP 532 abre caminho para a extinção dos Correios e Telégrafos do Brasil’

    No atual contexto de descenso das lutas sociais e populares, a postura dos carteiros pode parecer radical. Mas, como servidores públicos cientes do valor desse gigante postal, estão determinados a impedir mais um revés da soberania do país em um setor estratégico.

  • E o dólar sobe

    Dependendo cada vez mais da importação de peças e componentes variados para a “nossa” produção industrial, a desvalorização do real, atualmente em curso, por exemplo, também poderá implicar algum efeito inflacionário nos preços internos. Frente a um quadro dessa natureza, não há dúvidas: o Banco Central voltará a bater na tecla do samba de uma nota só e retomará a política preferencial de elevação da taxa básica de juros.

     

  • O nó górdio da corrupção sistêmica

    Usassem macacões como pilotos de corrida, os parlamentares ostentariam na roupa as logomarcas dos patrocinadores: planos de saúde, educação privada, armas, tabaco, transgênicos, agronegócio, uma lista sem fim. Ao invés de valores ideológicos e programas partidários, o ordenamento da representação se faz pelo interesse puro das grandes corporações, como no ideário fascista de Mussolini. 

  • Obama mudou?

    Já que ficara mais do que claro que a política da busca do consenso e da unanimidade não dava mesmo certo na América furiosamente bipartidária, Obama teve de mudar. Deixando de lado os apelos à união e ao bom senso, veio com um plano de redução de déficits e recuperação dos empregos de deixar qualquer republicano espumando.

  • 1961-1964: A Organização da Derrota

    O Plano Trienal pretendia superar a falta de recursos com as "reformas” de base". Porém, estas deviam ser aprovadas por Parlamento dominado pelo centro, centro-direita e direita. O impasse econômico do padrão de acumulação nacional-desenvolvimentista materializava-se em impasse político.

  • Documento sugere políticas públicas de saúde para a 14ª Conferência Nacional

    Vale ressaltar a proposta que diz respeito à realização de auditoria da Dívida Pública, com suspensão de seu pagamento, com vistas à garantia da capacidade do Estado de investir em políticas públicas.

  • Kátia Abreu e Dillma: agora só faltam vocês (porque eu tô fora!)

    Há semanas, logo após o anúncio da filiação da presidente da CNA e senadora Kátia Abreu ao PSD de Kassab-Serra, escrevi comentário sobre a próxima adesão pública da latifundiária mor do Brasil, desta vez ao governo antipopular Lulla-Dillma. Chamaram-me de idiota e implicante, como se estivéssemos aqui só para brincar... A política brasileira é tão enfadonha, quanto previsível.

  • A Líbia pode desintegrar-se como a Somália

    Atualmente os EUA precisam encontrar na África uma localização para o seu comando militar para a África, parte importante da sua estratégia para o controle militar do mundo, mas que ainda continua baseado em Stuttgart. A União Africana rejeitou-o e, até agora, nenhum país aceitou. 

  • Leilão da Vasp e a ineficiência privada

    A ineficiência privada, expressa na ambição de lucro de Walter Canhedo, matou a Vasp em janeiro de 2005, quando o DAC cassou a sua autorização de operação. 

  • Esperando o pedágio

    Ao que tudo indica, a Rodovia Edgar Máximo Zambotto não se livrará deste jeitinho dos políticos brasileiros de arrancar mais dinheiro do povo. 

  • A questão industrial

    Sem um processo firme de industrialização não construiremos um mercado interno forte, não conseguiremos promover o pleno emprego, não teremos recursos suficientes para liquidar a miséria, nem reduzir a pobreza e as desigualdades.

  • Que país estamos construindo?

    Será que os brasileiros continuarão assistindo passivamente o modelo de economia voltado para a exportação de produtos primários, enquanto milhões clamam por um pedaço de terra, onde possam plantar os alimentos necessários ao nosso povo faminto? Fora a deterioração dos três poderes e a impunidade, porque o poder judiciário é conivente enquanto a polícia é recheada de esquadrões da morte. 

  • Sem concessões, Israel enfrenta a opinião pública mundial

    Outras medidas punitivas que os israelenses anunciaram como possíveis foram a anexação dos assentamentos a Israel e o cancelamento dos Acordos de Oslo, que concederam à Autoridade Palestina a administração da Cisjordânia e de Gaza. Tanto uma quanto outra implicam em violações de decisões da ONU. Mas isso não preocupa Israel, responsável por muitos ilícitos semelhantes. Nenhum deles punido até agora.

  • Ocupado com seu projeto apolítico, Kassab mantém funerários em situação de miséria

    Na primeira semana de setembro, São Paulo voltou a ser surpreendida por uma greve que não costuma freqüentar a agenda política e administrativa da cidade. Na verdade, a paralisação envolvia diversos setores da administração municipal, das secretarias de habitação, saúde, verde, gestão hospitalar, entre outras. No entanto, foi notabilizada pelos trabalhadores do serviço funerário.

     

  • Redes sociais e mobilizações

    As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular. 

  • Violência contra educadores e contra a educação em Minas Gerais

    Ao fazer greve, os professores não estão sendo violentos, mas estão lutando pela superação de uma violência que os atinge cotidianamente. Violentos estão sendo o governo, o poder judiciário e o capitalismo.