Edição 774

  • O empresariado brasileiro e a ética na política

    O sistema FIRJAN, em consonância com os valores imateriais que sustentam seu manifesto, poderia atacar essa dimensão do problema. Montar, seguindo o belo exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil, o seu próprio Observatório da Corrupção.

  • Estados Unidos: qual democracia no Oriente Médio?

    Com a vitória de Reagan, a atenção a direitos humanos seria substituída por outra, a democracia. Isso desaguaria na aceitação de alterações meramente compensatórias, nunca estruturais. A troca de prioridade dos EUA viabilizou a várias ditaduras prolongar a sobrevivência, ao desenvolver a fórmula da transição sempre negociada.

  • A 1000 dias da Copa, desregulação de gastos públicos e escárnio geral são fatos consumados

    A mil dias de iniciar a Copa do Mundo, os trabalhos de preparação e organização do mundial seguem a toada prescrita por este Correio desde a eleição do Brasil como sede do evento, ou seja, uma balbúrdia de atrasos.

     

  • Taxa de Juros: ‘pátria financeira’ e mídia tratam público como ‘tolo’

    A despesa economizada entra na categoria da despesa financeira, portanto, não sujeita aos limites da “austera” Lei de Responsabilidade Fiscal. O leitor municiado de mais informações sobre economia monetária e financeira certamente lerá editoriais e outros “papers” de especialistas, com outras lentes, não se deixando ludibriar pelos arautos da pátria financeira.

  • No Fantástico, Dilma reforça política como show da vida

    Diante dos olhares desejosos de distração da opinião pública, em horário nobre, a política aparece banalizada, surge como frivolidade. Esse movimento, (o que é mais preocupante e acachapante), parece tendência dominante do governo.

  • Aprendiz de feiticeiro?

    O discurso do presidente Obama no Congresso, apresentando seu plano de geração de empregos para tirar o país da crise, parecia cópia modificada da política adotada pelos chineses. Se fez isso conscientemente, Obama pode estar tentando uma reforma que só terá sucesso com uma reestruturação do capitalismo norte-americano.

  • Documentos revelam que Kadafi, CIA e MI-6 eram “sócios do horror”

    Dias atrás, o correspondente do jornal londrino The Independent estabelecido em Trípoli trouxe à luz uma série de documentos que havia encontrado em um escritório governamental. Essa matéria traz uma luz de cegar os olhos para quem crê que, para se opor e condenar o criminoso ataque aéreo da OTAN sobre a Líbia, é necessário enaltecer a figura de Kadafi e ocultar seus crimes.

  • Minas do ouro

    Em Minas do Ouro procurei demitizar personagens históricos, situá-los com os pés no chão e não nos pedestais dos heróis da pátria, e realçar a inusitada trajetória da família Arienim em busca de um tesouro que produziria a alquimia de suas vidas.

  • Torres gêmeas: muito mais do que 3.000 vítimas

    Joseph Stiglitz nota que de US$ 600 a 900 bilhões terão de ser gastos no futuro por incapacidades físicas e assistência médica - além de despesas entre 3 e 5 trilhões nas guerras. Já morreram em vão no Iraque e Afeganistão 6.300 soldados; 100.000 foram gravemente feridos. Segundo o Just Foreign Policyo número de civis mortos chega a 1.455.000.

  • O mais trágico 11 de setembro

    Allende volta à pauta por outros caminhos bem mais louváveis do que os deixados pelas lembranças dos tempos do auge da “guerra ao terror” nos EUA, nas manifestações gigantescas que retornam às ruas de Santiago e principais cidades. Com eles já estão os sindicatos de trabalhadores em greve, reprimidos, liderados por uma jovem militante do PC Chileno.

  • Histeria coletiva

    Fechar os olhos à realidade para ver só a desumanidade do ataque às torres é de uma hipocrisia revoltante. Os estadunidenses devem perguntar a chilenos, cubanos, palestinos, paquistaneses o que seus exércitos fizeram nesses países e oferecer desculpas e compensações que permitam atenuar a ira que provocaram. Que as celebrações de respeito aos mortos sirvam não para exaltar o nacionalismo maléfico, mas para perceber suas atuais práticas e mudar de conduta.