Edição 772

  • Esquerda não pode mais tergiversar frente às dificuldades do atual período histórico

    Para os setores mais progressistas, o significado e o futuro da esquerda talvez seja um dos temas que apareçam com maior ímpeto em momentos de aprofundamento da crise do capitalismo.

  • Estados Unidos: o oportunismo eleitoral dos democratas

    Apesar da conversão ao ideário conservador, eles beneficiam-se perante o eleitorado progressista por conta da intensidade da alteração comportamental à direita. Os neoconvertidos ao liberalismo ainda conseguem confundir muitos cidadãos, ao afirmar que políticas sociais compensatórias seriam, no curto prazo, o início de um longuíssimo caminho para modificações profundas.

  • Realidades ocultas

    A reclamação dos deficientes auditivos é justa e se soma à das pessoas cegas, que reclamam instruções em braile. O que custa atender a reivindicações tão modestas? Precisamos humanizar a sociedade. Não é possível continuar massacrando pobres, negros, portadores de deficiências, brasileiros(as) não totalmente aparatados para entrar na guerra de foice das nossas relações sociais.

  • E quem souber que conte outra

    Experimentando o que costuma ser a regra do tratamento dispensado aos suspeitos de crimes - desde que encontrados pelas ruelas e favelas - e confundido com um criminoso comum, a prisão do médico virou rapidamente notícia local. 

  • Por um novo padrão de política

    Casos isolados que se repetem? “Malfeitos” que se resolvem com puxões de orelha, campanhas de propaganda e rearmamento moral? Nada disso. São expressões concretas da corrupção sistêmica. Um padrão estrutural de política, funcional ao sistema dominante, do qual o governo atual, assim como os anteriores, os partidos da ordem, da base aliada ou da oposição, não conseguirão jamais se afastar.

  • A grande oportunidade perdida

    A aceitação da solução parlamentarista por Goulart interrompeu o confronto político e social, quando o golpismo retrocedia. Em 1961, há cinqüenta anos, a leniência de João Goulart e dos segmentos sociais que representava desmobilizaram a população e abriram caminho à vitória do golpe de 1964. No poder durante vinte anos, em nome sobretudo do grande capital industrial, os militares imporiam à população perda de conquistas históricas e reformatação das instituições do país que mantém suas seqüelas fundamentais até hoje.

  • Governo busca troca da ditadura dos juros altos pela do controle dos gastos públicos

    A decisão do Copom foi baseada na percepção das dificuldades que a crise internacional poderá nos causar, combinada com a desaceleração da atividade econômica que – depois de cinco elevações consecutivas da taxa Selic – vários indicadores já apontam. Ninguém poderá nos garantir que o remédio de sempre, a elevação da taxa de juros, não voltará a ser usado sem a menor parcimônia.

  • Xingu: geopolítica e geoeconomia

    Existe uma caixa-preta, comandada por uma espécie de máfia secreta, que efetivamente decide os rumos do país. Sabemos apenas que é um núcleo de decisões com chefes do Executivo, o empresariado nacional-transnacional e os militares.

  • Nova Reforma da Previdência: trabalhadores continuarão pagando a conta

    O Correio publica o discurso proferido pelo deputado Ivan Valente na tribuna no mês de agosto, para abordar a série de reformas que estão a caminho na previdência dos servidores públicos e no INSS. As medidas favorecem a previdência privada, e a mídia, patrocinada pelos bancos, propagandeia o tempo todo a idéia da previdência falida. Um conluio poderosíssimo. 

  • Sete pontos acerca da Líbia

    Mussolini apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da escravidão; hoje a OTAN apresenta a sua agressão a Líbia como uma campanha pela democracia. Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade.

  • O exemplo da China

    Se o Brasil pretende enfrentar uma pretensa ameaça chinesa, ele terá que estabelecer regras claras para que os investimentos chineses (e também das demais nacionalidades) elevem o conteúdo nacional dos seus produtos, instalem processos industriais nas áreas de recursos naturais, direcionem sua atenção para as áreas consideradas prioritárias pelos brasileiros e estabeleçam parcerias que envolvam transferências de tecnologias.

     

  • Reconhecimento: a cartada final dos palestinos

    Com o fracasso das últimas negociações e como já haviam renunciado à resistência armada, só restava aos palestinos uma cartada: obter para si o reconhecimento internacional de um Estado independente e viável, dentro das fronteiras de 1967. Caso o reconhecimento seja aprovado pela ONU e o governo Israel persista em combatê-lo, ficará provada sua oposição à idéia de dois Estados.