Edição 771

  • Estados Unidos: a autonomia crescente das forças armadas

    Em 2011, a Casa Branca ampliou ao alto oficialato delas maior autonomia dentro de suas respectivas forças. Diante do fracasso dos contingentes ostensivos nas duas guerras asiáticas, ela aposta para o próximo ano na repercussão de operações espetaculares das forças de elite, as quais, sem influir de maneira decisiva nos combates, podem obter bons resultados no curto prazo, ou seja, no tempo do processo eleitoral. 

  • Líbia: sangue, suor e lágrimas?

    O mais provável é que, derrotado o regime, as sangrentas lutas intestinais e a ingovernabilidade resultante tornem inevitável para as potências imperialistas entrar em outro pântano, como o Iraque e o Afeganistão, estabelecendo a mínima ordem que permita organizar sua rapina. Desgraçadamente, o que espera pela Líbia não é a democracia, mas um turbulento protetorado.

     

  • Brasil Maior?

    Frente à incapacidade política do governo em alterar os perversos efeitos que a política econômica atual gera sobre a taxa cambial, a taxa de juros e a política fiscal, com a assombrosa e crescente carga de despesas financeiras, medidas paliativas e de resposta emergencial às pressões de setores industriais são anunciadas.

  • Venezuela: um país mudando o eixo

    Caracas está profundamente dividida. Não há meio termo: ou se está com o processo revolucionário ou se está contra ele. Existem variações de comprometimento e ideário, mas ninguém é indiferente às mudanças ocorridas na Venezuela desde que Chávez venceu sua primeira eleição, em 1998.

  • Endemia política

    Sou cético quanto à ética dos políticos ou de qualquer outro grupo social, incluídos frades e padres. Acredito, sim, na ética da política, e não na política.

  • Bolsa empreiteiro

    Destinar R$ 3,40 por dia para cada um dos 16 milhões de brasileiros que vivem (?) abaixo da linha da pobreza é um escárnio. Realizar uma sessão solene, injúria e ofensa. Enquanto concede essa ninharia aos pobres, Dilma destina muitos bilhões a um punhadinho de empreiteiras para reformar (sem a menor necessidade) estádios e aeroportos, a fim de aumentar o conforto dos turistas que virão ao Brasil para os megaeventos.

  • Privatização e apagão

    O cidadão constata que o fornecimento de energia está sendo interrompido com uma freqüência cada vez maior e as empresas privadas não conseguem estancar o processo de deterioração dos serviços. 

  • MST: apoiar o governo ou lutar pela terra?

    O MST não tem saída. Ou vai responder a algumas perguntas ou ficará exposto ao ridículo de viajar quilômetros para fazer o papel de “oposição a favor”.

  • Ética e amorosidade

    Apesar da herança filosófica socrática contida nas obras de Platão e Aristóteles, no Ocidente a hegemonia cristã ancorou a ética no conceito de pecado.

  • Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia

    Desde que grilou as terras e monopolizou a produção, milhares de pequenos e médios agricultores foram à falência e 280 mil hectares de pés de laranja foram destruídos. Mas a mídia só repete as cenas do trator de 2009.

  • Lembranças da juventude

    Em poucos meses assistimos à confirmação de nossas previsões de golpe e o velho PCBão deixou de lado suas bravatas e sumiu. As únicas forças a reagir ao golpe foram Brizola e os marinheiros e fuzileiros navais.

  • Mortes em manicômios de Sorocaba reforçam necessidade de investimento na rede extra-hospitalar

    Em mais um capítulo da falência do sistema de saúde brasileiro e especificamente do estado de São Paulo, o ano de 2010 registrou o número de 100 mortes em hospitais psiquiátricos da unidade mais rica da federação e cerca de 600 óbitos nos sete que se localizam em Sorocaba e região desde 2006. Para falar sobre o assunto o Correio da Cidadania entrevistou o psicólogo Lucio Costa.

  • Turbulências mundias, Brasil e China

    Parece predominar em setores empresariais, governamentais e acadêmicos uma visão negativa sobre as relações, como se os chineses fossem única e exclusivamente uma ameaça. Num quadro geral de crise, o predomínio dessa visão não só impedirá o Brasil de aproveitar as oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento chinês.

  • Magreb, Oriente Médio e a esquerda brasileira

    Mais cedo ou mais tarde, a história cobra sua conta. O absurdo apoio às “reformas” de Gorbachev na URSS, que culminaram na restauração capitalista controlada pela máfia pró-Washington, ou a entusiasmada defesa em torno da “revolução” que culminou com a unificação das Alemanhas em uma única potência capitalista, deveria servir de lição àqueles que ora outorgam sua solidariedade aos mercenários de Benghazi.