Edição 696

  • Cuba, Lula, as eleições e a Folha

    A edição de 11 de março da Folha de S. Paulo é talvez o exemplo mais contundente de uma orquestração em absoluto e inequívoco uníssono em torno a um tema. Este tema é Cuba, o que não surpreende, já que a ilha é tradicionalmente tomada pelos grandes veículos de mídia como uma ditadura cruel, sem direito ao menor contraditório. E esse tema é agora coadjuvado pelo presidente Lula, com o pano de fundo do processo eleitoral de 2010, cuja estrela maior até o momento é o operário-presidente - para o infortúnio do diário tão nitidamente inclinado pelas opções políticas e econômicas dos tucanos.
  • Os impasses do modelo econômico sob Lula

    bodehomem.jpgA política externa brasileira – ancorada em uma diplomacia dita progressista – defende uma espécie de livre comércio, onde a atual divisão internacional de trabalho, de preferência dos países do norte, é reforçada.

  • Desvendar o mito por trás da polêmica das cotas raciais

    cotas_raciais.jpgAs ações afirmativas por si só não asseguram o fim da discriminação racial, mas são um elemento concreto de reconhecimento da responsabilidade do Estado pela realidade em que vivemos.

  • Um obscuro quadro dos EUA sem a reforma da saúde

    hospital_distorcido.jpgRestaurar a maneira como se oferece tal serviço irá possibilitar autênticas economias orçamentárias e melhor saúde.

  • A crise do metrô do Rio de Janeiro: privatizou, piorou!

    dinheirosecando.jpgQue a crise sirva para abrir o olho do cidadão. Os serviços públicos essenciais não podem ser entregues à sanha do lucro privado. A prova está no colapso do sistema de transportes urbanos.

  • 44, 42 ou 40 horas semanais de trabalho?

    semterraseca.jpgPara agravar ainda mais a lamentável situação vimos a frouxa postura das centrais sindicais e de Michel Temer, que se submeteram à chantagem patronal, jogando para 2013 o possível debate.

  • “Fora a ALCA e FMI”

    maopasseata.jpgA esquerda, regra geral, incluindo-se aí os trotskistas, se nega peremptoriamente a fazer o necessário trabalho de impopularizarão do capitalismo.

  • Irã: EUA miram no programa nuclear para alvejar o regime

    bandeira_ira.jpgComo nada demoverá o governo de Teerã de continuar seu programa nuclear, seus adversários contam com as sanções para destruir a economia do país e criar condições para uma revolta popular.

  • Face à “destruição que se avizinha”, Igreja promete fazer tudo contra Belo Monte

    hidreletrica_itaipu.jpgEntrevista com secretário da Comissão de Justiça e Paz da CNBB, Daniel Seidel, que reforça o posicionamento frontal da igreja contra um empreendimento definido como nefasto em todos os aspectos possíveis.

  • Jogos mais cedo: obrigação na cidade do trabalho e da ordem

    bola_de_futebol.jpgSerá uma indecência se a prefeitura da lei do PSIU, que fecha bares e outros locais sábado à noite em nome da ordem e do silêncio, bloquear projeto que visa terminar os jogos mais cedo, para simplesmente permitir o regresso ao doce lar do torcedor.

  • A difícil volta do cristão para casa

    ama_pequena.jpgFederico Franco afirmou que o Paraguai "nunca vai cicatrizar a ferida da epopéia de 1865 a 1870 se o Brasil não devolver o arquivo militar que injustificadamente retém hoje, como também o canhão Cristão".

  • Harmonização de contrários

    caraacara.jpgComo os críticos acham que a mobilização social também é um ato de vontade do presidente, a correlação de forças estaria subordinada à política de conciliação ou harmonização dos contrários.

  • Chile e o Estado invisível

    maos_manipulando.jpgPiñera dará subsídios? Construirá moradias? Reparará os pobres? Ajudará os pescadores, pequenos produtores, comerciantes? Isso não coincide com seus princípios.

  • Enchentes: algumas propostas políticas

    brasil_afundando.jpgAo invés de destinarmos os R$ 8 bilhões previstos na lei orçamentária deste ano ao governo federal para os juros da dívida do estado, quase toda federalizada, poderíamos enviar 40% menos, alterando este dispositivo no orçamento.

  • O acirramento do confronto ideológico em torno de Cuba

    Cuba, com todos os seus defeitos e lentidões para promover mudanças e evoluir o regime, oferece uma outra visão de mundo e sugere outra partilha de riquezas. É isso que causa ojeriza nas potências que afundaram Copenhagen, lideradas pelo seu mais inacessível interlocutor (EUA). Só assim para começar a compreender porque num mundo de 6 bilhões de habitantes e 4 bilhões de miseráveis as polêmicas e o cotidiano de apenas 13 milhões de pessoas centralizam tantas atenções e ‘indignações’.

  • Menos hipocrisia e mais solidariedade

    Estando a cento e poucos quilômetros do seu inimigo jurado – a maior potência militar do planeta –, sofrendo há mais de quarenta anos um bloqueio econômico absolutamente cruel, e vendo, em Miami, um exército de cubanos exilados ensandecidos e permanentemente mobilizados para invadir o território do país, obviamente o regime cubano não pode se permitir o luxo de abrir o regime de uma vez. Se o fizer, provocará um verdadeiro banho de sangue.