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altPara falar de tamanha crise, que agora registra o maior índice de desemprego desde 2010, conversamos com e economista Maria Lucia Fattorelli, que aproveitou para contar seu trabalho de auditoria sobre a dívida grega, ótimo exemplo do rumo que podemos ver o Brasil tomar.

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altEntendo não haver momento mais inoportuno para a venda de ativos. Crise econômica mundial. Recessão e inflação no Brasil. Preços do petróleo deprimidos, enfraquecimento do real, desvalorizando os ativos. Compradores, conhecendo as dificuldades da Companhia, procurarão tirar proveito desta situação.

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altA esquerda que a direita gosta não pisa nem salta fora do esquadro dos conglomerados financeiros e de commodities. Se antes obtinham passividade pela ambiguidade (superacumulação com benefícios sociais) agora advém da pura perplexidade, do esboroamento de qualquer referencial organizativo. Eleição geral rendida logo ao primeiro discurso, como expressão do que resta da democratização.

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altO mais lamentável é estarmos nas mãos de uma elite retrógrada, com mentalidade. De outro lado, essa é a “esquerda” que se vê, a de Haroldo Lima: raciocina como a direita e naturaliza a venda de bens estratégicos, num momento que reconhece como desfavorável.

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altPara o senador Cristovam, o brasileiro está acostumado a querer receber aposentadoria jovem. Traduzindo o jargão da “esquerda” reacionária: ”que assalariados e aposentados paguem a conta; não se toque nos trilhões de reais de juros para os bancos!

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altO caminho escolhido pelo PT, ao que tudo indica, do pragmatismo imediatista, em nada contribui para mudar a situação de dependência. Pelo contrário, contribui para continuar a reforçar e agravar a dependência da economia brasileira.

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altA oligarquia financeira controla os governos dessas potências e os seus sistemas de instrução pública e de comunicação social, incumbidos de gerar a carência de capacidade analítica e interpretativa dos fatos, que determina as maiorias a não perceberem o quanto as políticas imperiais são destrutivas e mesmo genocidas.

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altO caso da Grécia ajuda a compreender o desafio que o Brasil terá de enfrentar. Está claro que as potências imperiais e seus vassalos brasileiros não toleram mudanças na política econômica nos últimos 61 anos, por mais modestas que sejam. Ao contrário, só admitem radicalizá-la.

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altAgosto de 1954 foi o marco da destruição do desenvolvimento do país, que o presidente Vargas entendia, corretamente, só ser possível havendo autonomia. Isso corresponde à lógica imperial: era-lhes intolerável o surgimento de uma potência no Hemisfério Sul e no “Hemisfério Ocidental”.

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altA depender dos caminhos que nossa política está trilhando, teremos de nos adaptar a uma permanente penitência na forma de cortes de direitos, aumentos de impostos, entre outros. Ou então, se ainda estivermos dispostos a acreditar na tal democracia, podemos começar a por a nossa Constituição em prática, auditando a dívida.

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altA integração produtiva e o acesso a um enorme mercado, com potencial de crescimento e praticamente cativo, são vantagens estratégicas da Petrobrás que são colocadas em risco pelo plano de privatização proposto..

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altO ódio das Organizações Globo à Petrobrás é tão grande que a empresa teve de veicular matéria paga quando recebeu o prêmio equivalente ao “Nobel” da indústria do petróleo, pela terceira vez, em 2015.