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ISSN 1983-697X
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A candidatura Marina Silva Imprimir E-mail
Escrito por Plínio de Arruda Sampaio   
06-Nov-2009

 

Desde a publicação do relatório da pesquisa patrocinada por universidades e por centros de investigação reunidos no Clube de Roma a respeito da crise ambiental (Limites do Crescimento. 1975), o "establishment" capitalista internacional passou a preocupar-se com a destruição do meio ambiente.

 

A pesquisa, realizada pela primeira vez com computadores aptos a processar simultaneamente uma quantidade enorme de dados, permitiu fazer previsões globais a respeito do impacto destruidor da produção econômica capitalista.

 

As medidas adotadas pelas instâncias internacionais para deter essa destruição tiveram, sem dúvida, efeitos positivos, pois as previsões mais catastróficas sobre o esgotamento de recursos naturais básicos não se realizaram. Entretanto, o problema não foi resolvido, e, na verdade, agravou-se, como vem anunciando o ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

 

Portanto, estes 35 anos de ecocapitalismo demonstraram a incapacidade desta proposta para dar uma solução efetiva ao problema ecológico. Com efeito, o ecocapitalismo é incompatível com a solução do problema ecológico em razão da própria racionalidade interna desse sistema econômico baseado na acumulação infinita de capital. A própria lógica desse sistema impõe rígidos limites às medidas de defesa do meio ambiente, porque tais medidas, para serem de fato eficazes, afetam necessariamente a acumulação de capital. O ecocapitalismo não se opõe à restrição da acumulação de capital, mas - atenção! – desde que tais restrições não ultrapassem limites considerados intransponíveis e fixados pelo próprio "establishment" capitalista. Essa linha de "no trespassing" demonstrou, nestes 35 anos, ser absolutamente insuficiente para afastar da humanidade o risco de uma hecatombe ambiental.

 

O ecocapitalismo é diametralmente oposto ao ecosocialismo. Este, considerando as limitações impostas pela conjuntura de hegemonia do capitalismo, propõe medidas (bem mais drásticas do que as da senadora Marina) que ainda se enquadram no marco do capitalismo, ou seja, ainda parciais e insuficientes para deter completamente o processo destrutivo. Porém, ao propô-las, deixa bem claro seu caráter limitado e aponta simultaneamente para os passos que podem levar a uma situação em que seja possível adotar um modo de produção ajustado às condições de reprodução saudável do meio ambiente. Ora, tais passos somente são possíveis nos marcos de governos não capitalistas. Trata-se, portanto, de uma proposta pedagógica, conscientizadora – a única que justifica a participação dos socialistas numa campanha eleitoral de cartas marcadas como a de 2.010.

 

A contradição antagônica entre o ecosocialismo e o ecocapitalismo não impede, em princípio, a aliança entre essas duas forças, com o propósito de confrontar conjuntamente o "establishment" capitalista em aspectos pontuais da luta ambientalista. Contudo, tal aliança é evidentemente impossível na atual conjuntura nacional em que o "establishment" trata de esmaecer diferenças, ocultar divergências, fantasiar a realidade, a fim de consolidar sua atual hegemonia política.

 

Não tem, portanto, cabimento algum o movimento de alguns setores socialistas para celebrar uma aliança eleitoral com a candidatura da senadora Marina Silva, cuja atuação política na defesa do meio ambiente nunca culpabilizou o capitalismo, como primeiro e universal predador.

 

Não se pode desconsiderar que durante mais de seis anos a senadora participou de um governo que aceitou servilmente todos os vetos do capital às medidas que a própria senadora quis aplicar (transgênicos, destruição de florestas, titulação do "grilo" amazônico e vários outras).

 

Quando, finalmente, a senadora deixou o PT, ficando livre para tomar um caminho claramente socialista, procurou o PV, uma legenda que sempre se aliou e hoje integra a base de vários governos de direita.

 

Para escapar do impasse, os setores que estão defendendo a candidatura Marina sugerem que se exija uma declaração formal da senadora em favor de uma plataforma ecosocialista. É preciso ser muito ingênuo para acreditar que uma conversa deste tipo possa dar alguma garantia concreta. Mesmo admitindo-se que a senadora assine a mais radical plataforma, sabemos que, dada a correlação de forças do bloco político que ela integra, tal plataforma não será para valer.

 

Por isso, independentemente da figura pessoal da candidata, não há como deixar de qualificar esse movimento de parte de alguns setores do socialismo como uma postura oportunista, eleitoreira, incompatível com uma proposta que, de fato, faça avançar a caminhada socialista em 2.010.

 

Plínio de Arruda Sampaio é diretor do Correio da Cidadania.

 



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1. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 11:00
Ah, os verdes ...
Estimados, bom dia !! 
 
Plínio, está corretíssima a sua análise, afinal para os verdes a avassaladora exploração capitalista e a consequente destruição de todos os recursos naturais - inclusive a vida - não tem nenhuma relação ... portanto jamais, em hipótese alguma, poderão ser aliados dos socialistas, nem mesmo para uma disputa da ordem burguesa !!!! 
 
Sds, 
Nelson Breanza

2. Escrito por Paulo em 06-11-2009 11:47
reforma ou revolução dentro da máquina e
Plínio, porque não uma campanha que se paute pelo fracasso que é a representação política? porque contiunar a jogar o mesmo jogo, sabendo que este jogo é roubado e não tem nada de democrático? 
Porque não uma plataforma de governo que proponha antecandidatos, como é a proposta do Prof chico oliveira para reitor da USP? será que resolverá os problemas caso o psol atinja a presidência? 
ou no fundo, é tudo uma luta pela direção da máquina, sem importar com uma real mudança?

3. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 11:55
Estrago Feito
Hoje, a mídia corporativa já começa a sorver com deleite, as ilações e articulações políticas possibilitadas pela candidatura de Marina Silva. 
 
O Globo expõe matéria com o título: MST se divide entre Dilma e Marina. 
 
Assim, fica tudo como dntes no quartel de abrantes, com a fatura eleitoral zerada, fazendo do MST um bobo alegre da política partidária, em vez de se declarar desinteressado pela política eleitoral (será que ainda não aprendeu) e, no máximo, se juntando com aqueles com vão para o pleito sem ilusões, com a perspectiva de usar o horário e espaço eleitoral, para chamar a atenção para o engodo desta polpítica institucional, em vez de participar das eleições, como se disputassem um,a corrida de cavalos. Ou mesmo ropalar o Voto Nulo. Esta divisão da base do MST, apenas significará o seu enfraquecimento político, além da certeza que com qualquer uma das duas ganhadoras, o MST continuará na lenga lenga de apoios infundados a governos que o traem. 
 
Espero que, se impossível para um Partido de envergaura nacional, como é o PSOL (ao qual não sou filiado, esclareço), que ao menos invistam em algo como uma Anti Canditatura Declarada, tentando um fato político que possa dar visibilidade ao que o seu (sua) candidato(a)terá a dizer. 
 
Ressalto e rio muito das cr´ticas que recebi, quando escrevi uma crítica à recepção de Marina pela base do MST, no encontro de Brasília logo após a saída dela do PT, com direito a fotos, etc. e tal. Só faltou a atriz(?) Global Letícia Sabatella ao lado, para melhorar o Glamour, pois parafraseando um bordão humorístico televisivo, ela poderia dizer "Candidatura eu já tenho. Só me falta-ME o GRAMOUR". 
 
Espero que o Plínio Arruda Sampaio, ou quem vier candidato(a) pelo PSOL, não se escusem de dizer, com todas as letras para os eleitores, do que tipo de farsa se trata este pleito eleitoral (notadamente para os cargos excutivos), ainda mais, sem omprovação escrita do voto de cada um, para possível posterior conferência.

4. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 14:01
Estrago Feito
Considero Plínio um valoroso camarada, por quem tenho muito respeito. Porém, não tenho como não me colocar contra algumas informaçõese conclusões contidas neste artigo assinado por ele. 
 
O ecossocialismo, ao contrário do que afirma o companheiro, não é uma simples "proposta pedagógica e conscientizadora". É muito mais do que isso. Os cossocialistas se inserem concretamente nos conflitos ambientais, e avançam a partir da luta em torno de demandas concretas da população. 
 
Logo, tendo em vista a dimensão da tragédia ambiental no Brasil, seria doutrinário de nossa parte, deixar de lidar com esta realidade concreta e restringirmos nossa atuação à mera formação e propaganda, seja em períodos eleitorais ou fora deles. 
 
A companheira Marina não é ecossocialista, o que necessariamente não é um demérito, já que vários ecossocialistas têm declarado apoio a pré-candidatura do Plínio, que também, até onde eu saiba, também não reivindicou-se como tal. Assim, não ser ecossocialista, não significa - obrigatória e esquematicamente - ser ecocapitalista. 
 
A trajetória de Marina e sua ligação com movimentos sociais, a meu ver, a coloca como militante socioambientalista, com todas as limitações decorrentes de não ir até a raiz dos problemas ambientais, mas também com os méritos de se colocar ao lado dos povos da floresta. 
 
A tentativa de estabelecer um diálogo com a companheira não tem, para mim, objetivos eleitorais, nem se trata de supervalorizar o PV. 
 
Se trata de perceber que as questões ambientais se não são as principais, estão entre as principais contradições hoje do capitalismo. E de que, a candidatura de Marina tem a capacidade de atrair em torno de si, uma base de apoio que os ecossocialistas devem disputar. E esta disputa certamente não passa pela desqualificação da companheira. 
 
Não existe qualquer ingenuidade, portanto, em fazer um diálogo público com ela, apresentando algumas questões que consideramos fundamentais, entre elas desmatamento zero para a Amazônia, utilização do pré-sal na perspectiva da mundança de matriz fossil para matrizes mais limpas, moratória na construção das termelétricas, auditoria e resgate da dívida ecológica dos passivos ambientais da operação das indústrias, reforma agrária ecológica contra o agronegócio, etc. 
 
Longe de ser um programa máximo, esta e outras medidas dialogam com a realidade e tmabém com a potencial base de apoio da candidata. O que podemos temer com um diálogo deste tipo? Que ela concorde? Inclusive, este mesmo diálogo deve ser feito com todos os candidatos dentro do campo progressista. Seria muito bom que Plínio, pré-candidato também, se colocasse em relação a esta pauta. 
 
Se a companheira não concordar com a pauta, a vida seguirá e teremos, aí sim, cumprido a tarefa pedagógica de mostrar à sua base de apoio os limites de sua candidatura, não a partir de auto-proclamações, mas sobre elementos concretos. 
 
em relação à derradeira acusação, de que quem defende este tipo de diálogo, o faz por razões eleitoreiras, não nego que isso possa existir. Mas não entre quem defende um debate público e honesto, feito às claras, sobre o programa ambiental para as eleições de 2010.

5. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 14:34
Ledo engano...
... o daqueles que montam no cavalo apenas porque passa selado; neste artigo plínio argumenta, e muito bem, contra o oportunismo da candidata e do pv brasileiro, no qual chico mendes, com certeza, não ingressaria estivesse vivo.

6. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 15:42
Socialismo e Ecossocialismo
Plínio, parabéns pelo artigo. Sou a favor da preservação da vida e da natureza, pois acredito que isso é o mesmo que lutar por nós mesmos, já que de ambos somos parte. Só não entendo essa de ecossocialista ou ecocapitalista, pois o movimento ecológico hoje, ainda que meritório, anda muito a favor dos ventos dominantes há vinte ou trinta anos. Predar é da natureza do Capitalismo, que destruiu continentes, povos e culturas, no seu revolucionário processo de desenvolvimento. Não podemos alterar a realidade num passe de mágica e não temos alternativas claras (isso é sério!), mas, sem denúncia e conscientização, reduzimos as possibilidades de mudanças, ainda que num futuro indefinidamente longínquo. A não ser que nos conformemos com que esse prazo de realização tenda a infinito - caso em que, em vez de ecossocialistas, seremos todos socialistas utópicos idealistas.

7. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 06-11-2009 22:04
Trocou 6 por meia dúzia
Belíssimo texto. A senadora Marina Silva, retrocedeu no tempo e por pura magóa do governo Lula, se aliou a um partido que de Verde nada tem. Trocou seis por meia dúzia.

8. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 07-11-2009 16:32
Marina Silva
Muito mais importante do que essa minirreforma eleitoral, necessitamos de uma reforma institucional, sem a qual as forças hegemônicas contrárias ao socialismo, se servirão do Estado e de sua atual estrutura para seus próprios e inconfessos(?)interesses. Acho pouco provável que algum partido, chegando ao poder possa, com razoável possibilidade de êxito, promover as mudanças almejadas.

9. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 08-11-2009 08:20
Estratégias e Horizontes
Plinio tem razão. Todos nos alegramos quando Marina, antes tarde do que nunca,se desvinculou do abraço do urso do lulapetismo...Ninguém de nós esquece a assumida e oportunistica impotencia política de Marina frente à insania da Transposição do Velho Chico! Poderemos até preferir, nessa eleição que vem aí Marina a Dilma...mas quanto a traçar e percorrer trilhas de caminho juntos avaliando-se na direção do horizonte horizonte que nós optamos... ainda precisa que ela coma junto conosco um saco de sal!

10. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 08-11-2009 16:59
Estratégias e Horizontes
Prezado Nelson 
Quem raciocina com a dialética percebe claramente que nesta conjuntura a candidatura Marina cumpre a função de impedir o debate sobre os problemas de fundo da sociedade brasileira. Portanto, não cabe nenhuma aliança com sua candidatura. 
Muito obrigado pelo apoio. 
Plinio

11. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 10-11-2009 15:38
Estratégias e Horizontes
Prezado Nelson 
Quem raciocina com a dialética percebe claramente que nesta conjuntura a candidatura Marina cumpre a função de impedir o debate sobre os problemas de fundo da sociedade brasileira. Portanto, não cabe nenhuma aliança com sua candidatura. 

12. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 08-11-2009 17:06
Estratégias e Horizontes
Prezado Paulo 
Minhas idéias sobre o teor da campanha socialista nas próximas eleições coincide plenamente com as suas. Trata-se de conscientizar o povo a respeito da farsa que a burguesia monta periodicamente a fim de legitimar seu domínio. 
Obrigado pela colaboração. 
Plinio

13. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 11-11-2009 16:55
Mudança
Primeiramente é preciso compreender que precisamos (enquanto esquerda) dar um salto qualitativo. As praticas dominantes em nosso campo são todas dentro do marco “democrático e popular” (quando não afobamentos oportunistas) dando a atuação dentro do estado e a sua disputa um papel que não lhe cabe, ou seja, o de centralidade.  
O apoio à candidatura de Marina Silva (PV) dialoga com uma concepção de que ela frearia um lulismo ou um tucanismo que só é possível para os que não compreendem o que significa centralidade do trabalho. Assim muitos que defendem estas e outras “teses” se recusam a ver o que significa o PV a nível nacional, nos estados e municípios oscilando de apêndice de grupos dominantes (ou sendo dominante) a mera legenda de aluguel a serviço da direta. 
A candidatura de Plínio vem justamente no esforço deste salto qualitativo, pois ruma para uma ruptura do padrão de disputa eleitoral e aponta para os futuros desafios organizativos da esquerda brasileira. Apoiar e construir esta candidatura é contribuir não somente para debate necessário, mas sim, para o avanço de um salto qualitativo de concepções e praticas tão urgente em nossa luta.

14. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 12-11-2009 14:46
Bela discussão!
Entre todas as contribuições excelentes ao artigo do Plínio, considero a do Hçelio Q. Jost findamental, para que os Partidos comecem a incorporar o Sentido da Esciuta, hoje desenvolvido pelo EZLN. 
 
E, o comentário do Plínio me faz ter esperanças que sua possível candidatura seja com o feitio de uma "anti candidatura" declarada, no sentido de repudiar a farsa eleitoral, sem deixar de usar os espaços oferecidos dentro do processo, com o uso da mídia. 
 
Certamente, se tiver este caráter explícito eu abandornaria a posição de Voto Nulo para os Cargos Executivos e faria parte desta jornada com uma Anti Candidatura, a do Plínio que, tenho a certeza seria um fato novo de relevo, daria visibilidade para a denúncia da farsa eleitoral e visibilidade para um Programa para o País, que invertesse a mão atual. 
 
E, no PSOL, não vejo ninguém melhor que o Plínio para representar esta estratégia, pela sua trajetória, dignidade e experiência política.

15. Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email em 13-11-2009 01:46
Mudança
Plinio primeiramente concordo plenamente com seu artigo. E desde já declaro meu apoio a sua candidatura. Concordo com Gilson Amaro, ele colocou precisamente o ponto em que se devem direcionar as inicativas da esquerda, buscando construir um sentido de projeto de poder, conpiração e ruptura em todos espaços que ocupe. Arruda neles!!!

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