|
Resumo da edição 674 - 05/10/2009 a 11/10/20009
Rio 2016 é emblemático da nova geopolítica no Esporte
“A candidatura do Rio era excelente, mas o valor agregado era
o fato de os jogos irem a um continente ainda não explorado”, confirmou Jacques
Rogge, presidente do COI. O que se pode subentender de
‘não explorado’? Obviamente, os jogos movimentam negócios de toda ordem,
potencializando alguns setores, especialmente os de infra-estrutura. Muito
abaixo das concorrentes nesses quesitos, os jogos do Rio indubitavelmente terão
custos maiores do que seriam necessários nos outros postulantes, e deverão
movimentar altos e lucrativos negócios multinacionais.
‘Mídia trata Honduras
de modo caricato, grosseiro e preconceituoso’
Por vários dias, Honduras foi o principal destaque dos
noticiários. Aos poucos, foi desaparecendo das manchetes e parecia seguir seu
rumo em direção às notas de pé de página. Tudo levava a crer que a política do
fato consumado prevaleceria.
EDITORIAL
Uma campanha revolucionária
Seguindo o seu próprio "script", que não separa o
presente do futuro, o revolucionário atribui valor distinto à questão da
quantidade de votos, pois independentemente destes, a campanha valerá para todas
as pessoas que têm uma consciência crítica e que se identificam com um discurso que desconstrua a manipulação do eleitorado pelo "establishment". Será que a esquerda brasileira está
preparada para essa ousadia revolucionária?
POLÍTICA
Dia da criança: cidadã ou consumista? (Frei
Betto)
Impregnada de falsos valores consumistas, tão divulgados como
absolutos, a criança exacerba suas expectativas.
Escândalos invisíveis (Osvaldo
Russo)
Milhares de processos estão travados na justiça emperrando as
desapropriações para fins de reforma agrária e deixando sem solução os crimes do
latifúndio.
Presidente da AEPET, em defesa do Pré-Sal, enfrenta dezenas
de lobistas (José Carlos Moutinho)
Mesmo em desvantagem numérica, os defensores do Pré-Sal em
favor do Brasil e dos brasileiros tiveram no presidente da AEPET, Fernando
Siqueira, um guerreiro de sucesso contra os entreguistas do petróleo.
Olim...piada Brasil (Waldemar Rossi)
Será que o povão, sabendo que a realização de tal Olim... piada no Rio vai significar
o desembolso de mais de R$ 30 bilhões, iria se sentir no Olimpo, na morada dos deuses?
Os novíssimos movimentos sociais e a política institucional
(Antonio Julio de Menezes Neto)
Os novíssimos movimentos são fundamentais no Brasil de hoje,
mas devem discutir mais a fundo políticas públicas e
não esquecer que a implementação das novas passam pelo Estado.
A barbárie está aí (Gilvan Rocha)
Devemos envidar esforços para que o fim do capitalismo não
nos conduza à grande tragédia do fim da humanidade. Há que se impor a negação do capitalismo pela afirmação do gênero humano.
ENEM: o que é comodificado é
mercadoria (Roberto Leher)
As ditas provas de “raciocínio” do
ENEM, a pretexto da democratização, vêm promovendo um rebaixamento da agenda de
estudos que terá conseqüências muito negativas para a educação básica.
Ingenuidade ou esperteza (Manuel Domingos
Neto)
Na compra de aviões de combate, antes do preço e da propalada
"transferência de tecnologia", o que cabe analisar é se o país deve ou não
continuar atrelado ao complexo de defesa dos EUA.
Luta armada – Teoria da Guerra Popular (Wladimir Pomar)
O texto original, para discussão no comitê central, sequer se
referia à necessidade de vínculos com as massas como condição para o
desenvolvimento da guerra popular.
INTERNACIONAL
Os zapatistas e as múltiplas formas de resistência (Guga Dorea)
Ao defender a hipótese de que a defesa da diferença não
significa negar a importância da igualdade social, os zapatistas redimensionam
os conceitos do que é ser diferente e igual.
Discurso dúbio de Obama justifica
ocupação militar na Colômbia (Grupo São Paulo)
O segundo encontro da cúpula da União das Nações Sul
Americanas (UNASUL), em um mês, promovido no último dia 28 de agosto na cidade
de Bariloche, Argentina, esquentou o debate em torno
do recente acordo EUA- Colômbia.
ECONOMIA
Belo Monte: a farsa das audiências públicas (Rodolfo Salm)
Perguntas polêmicas não eram respondidas, nem cobradas suas
respostas. Os grupos sociais e de pesquisadores querem fazer um debate público e
democrático sobre um projeto com muitos problemas. Não tem nada a ver com forças
demoníacas ou o próprio demônio.
CULTURA E ESPORTE
“Eu não sou o que sou” - Aparência e direito em Otelo (Cassiano Terra Rodrigues)
A peça é recheada de signos de transgressão a borrar todas as
fronteiras nítidas e certezas estabelecidas.
|