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ISSN 1983-697X
Divulgado relatório sobre violência a jornalistas PDF Imprimir E-mail
01-Set-2008

 

A Comissão Investigadora de Atentados a Jornalistas (Ciap - sigla em espanhol), filiada à Federação Latino-americana de Jornalistas (Felap - sigla em espanhol) divulgou informe hoje (01/09) registrando a morte de 21 jornalistas latino-americanos entre janeiro e agosto deste ano. O último caso ocorreu no dia 7 de agosto, quando o dominicano Normando Garcia, câmera do programa "Por trás das Notícias", foi atingido por dez tiros.

 

O relatório traz detalhes dos casos de assassinatos e de tortura ocorridos nos países da região. Em junho passado, foram assassinados o equatoriano Raúl Rodríguez, da (Rádio Sucre), o mexicano Candelario Pérez e os venezuelanos Pierre Fould Gerges (subdiretor da "Reportagem da Economia") e Javier Garcia (da Rádio Caracas Televisão - RCTV).

 

Em Guantánamo, após ser libertado em junho, o jornalista Sami Mohieldiin El Aj, da cadeia informativa Al Jazira, contou as bárbaras torturas que sofreu. Preso durante sete anos, Sami denunciou que sofreu tortura desde o primeiro dia. Maus tratos, impedimentos do sono, mudança de cela a cada duas horas, prisões em células geladas, iluminação constante e violações sexuais foram alguns dos tipos de violência sofrida por ele na prisão de Guatánamo.

 

No informe, a Ciap também relata que em julho a sede de Comunicação e Informação da Mulher do México foi assaltada e nesse mesmo mês a Comissão Mexicana de Direitos Humanos registrou um aumento das denúncias por violações a esses direitos dos jornalistas. A Associação de Jornalistas da Guatemala denunciou que a moradia do jornalista Edin R. Maaz foi atingida por balas em julho, enquanto que os repórteres Oscar Perdomo e Danilo López receberam ameaças de morte.

 

Outro caso de tortura relatado pela Ciap ocorreu com três jornalistas do jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Os jornalistas foram seqüestrados e torturados por um grupo de paramilitares. No Chile, a documentarista Elena Varela foi detida em junho enquanto fazia um filme sobre o movimento Mapuche, acusada de cometer "atos terroristas". O Colégio de Jornalistas do Chile, a Associação de Documentaristas e outras entidades se solidarizaram com Varela, que obteve liberdade sob pagamento de fiança em agosto.

 

Publicado originalmente em Adital.

 
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