Em todos os continentes, há milhões de pessoas fascinadas pela figura de Fidel Castro. Não por outra razão, sua renúncia à chefia do governo de Cuba povoou as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo.
As causas dessa admiração são as mais diversas, porque a trajetória do estadista cubano está ligada à sua participação, marcante e até mesmo desproporcional ao tamanho e ao peso econômico da pequena ilha que governava, nos acontecimentos mundiais destes últimos cinqüenta anos.
No caso do Correio da Cidadania, a admiração decorre principalmente da sua extraordinária capacidade de infundir coragem. Coragem que fez o povo cubano, mesmo em uma enorme inferioridade de recursos, enfrentar o país econômica e militarmente mais poderoso da história.
Submetido até hoje a um terrível bloqueio econômico, pressões diplomáticas e até tentativas de invasão, conseguiu construir uma sociedade que passou a ostentar os melhores índices de educação e de saúde da América Latina.
Situado a 140 km de seu inimigo mortal (que mantém uma base militar dentro de Cuba); isolado, durante todo o período da Guerra Fria, por países que não se atreviam a contrariar o imperialismo norte-americano; abandonado vergonhosamente, do dia para a noite, pelo seu principal aliado, o povo cubano não se entregou.
Fidel encarna a força moral desse povo, sua consciência política desenvolvida e sua capacidade de luta. Fez dele exemplo para povos que, em condições muito menos adversas que Cuba, não se atrevem a dar o passo decisivo que Cuba deu para assegurar sua dignidade.
O afastamento de Fidel Castro do governo cubano é o grande teste da solidez dessa trajetória revolucionária. O Correio da Cidadania faz votos ardentes para que ela continue vitoriosa e assegure a independência dessa valorosa Nação.
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