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Resumo da edição especial perspectiva (ed. 583), publicada entre os dias 31 de dezembro de 2007 e 06 de janeiro de 2008.
Maior combatividade exige abandono de ilusões e criatividade
política
O Correio fala exclusivamente com o historiador e professor
da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antônio Villa. Por Valéria Nader.
O ano de 2008 será de ilusões – oops, eleições (Editorial)
Enquanto os políticos estiverem dedicados a criar ilusões
que, sabem, não poderão ser concretizadas, o mercado capitalista, livre de
quaisquer peias, se encarregará de aprofundar a reversão da sociedade
brasileira à condição neocolonial. Poderemos acabar tendo saudades de 2007!
Feliz 2008 (Frei Betto)
Não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade
de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. O réveillon é,
pois, um rito de passagem.
Em 2008, sorrir lutando e lutar sorrindo (Pietro Lora
Alarcón)
Não há caminhos pré-fabricados, mas há que aprender dos
processos em curso. A
glória não é de indivíduos ou de setores de opinião, é dos povos.
O meio ambiente em perspectiva (Ambiente e Cidadania)
2008 não será um bom ano para a ministra Marina Silva.
Paralisada, continuará apostando na concessão de florestas públicas à gestão
privada.
Cidadania: um olhar sobre o futuro (João
Baptista Herkenhoff)
Sempre que for possível, devemos recorrer à luta coletiva.
Ela deve ser organizada, vez que os pleitos que se formulam de maneira
atabalhoada não são vitoriosos.
2008: eleições lá e cá (Luiz Antonio Magalhães)
A influência dos exemplos norte-americanos no imaginário dos
brasileiros não é pequena, de forma que é possível que a eleição de Hillary
tenha um efeito maior.
Minhas previsões para 2008 (Gabriel Perissé)
Setembro. Os candidatos fazem seus ataques, distribuem
sorrisos, levantam os braços. Tudo pela causa. Qual é mesmo a causa?
Expectativas do melhor (Osiris Lopes Filho)
O ambiente é propício à reforma tributária. Época de crise,
quando a bússola desanda e se perde a orientação tradicional, surge a
oportunidade para a mudança.
Mudança de pauta (Wladimir Pomar)
Ao contrário de Collor e FHC, Lula mudou a pauta, sem
alarde. Talvez isso anime o governo a livrar-se dos restos neoliberais que
ainda travam as suas ações.
A boa semente só pode dar bom fruto (Waldemar Rossi)
Ainda no início do ano, manifestações contra a transposição
do rio São Francisco tendem a aumentar, graças à ação corajosa de D. Cappio.
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