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ISSN 1983-697X
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Minhas previsões para 2008 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Perissé   
03-Jan-2008

 

Viver é ler, reler, interpretar. Viver, vir e ver no vaivém. Leitura dos últimos dias, já pensando nos primeiros dias que virão. Os vaivéns vão que vão, vêm que vêm. Folhear e olhar. O ano 2007 que foi. Oi! — ao que virá.

 

E o que virá em 2008, essa “coisa” chamada “futuro”?

 

Em janeiro, todos se dão conta das dívidas que assumiram para festejar Natal e Ano Novo. Inadimplência, novas negociações. Os inadimplentes voltam das férias dispostos a pagar suas dívidas. O eterno retorno. Sísifo sobe e desce.

 

Em fevereiro, carnaval logo no começo do mês. Desta vez, 29 dias, o que não resolve o seu problema. Fevereiro tem complexo de inferioridade, e por isso exagera na passarela.

 

Março e sua paixão. Todas as semanas são santas, mas agora é para valer. O ano começa, as cidades grandes respiram com dificuldade. Os aviões atrasam, os engarrafamentos espicham, as balas se perdem, as aulas recomeçam, e recomeçam as perplexidades com a educação.

 

Abril vê o sinal da TV digital chegar ao Rio.

 

Maio, mês do trabalhador, das noivas e das mães. Governo lança nova carteira de trabalho. Fica renovado o trabalho também? As noivas e as mães se emocionam... com as promoções nos “centros de compras” (não se pode mais falar shopping center, a Lei do Idioma Limpo não permite).

 

Junho sem feriados. Madonna lança um livro. Não vejo a hora!

 

Em julho, divulga-se o número atualizado de eleitores de todos os municípios brasileiros. Os candidatos fazem as contas. E as apostas...

 

Aposto que em agosto a China vai se desdobrar, bela e eficiente, em seus Jogos Olímpicos. Um dia ainda vou estudar mandarim.

 

Setembro. Os candidatos fazem seus ataques, distribuem sorrisos, levantam os braços. Tudo pela causa. Qual é mesmo a causa?

 

Logo no começo de outubro, os futuros novos prefeitos agradecem a confiança neles depositada...

 

Novembro era, em priscas eras, o nono mês. Por isso “novembro”. Dezembro era o mês dez, e por isso “dezembro”. Brigas e vaidades fizeram o mês de julho (Júlio César) e de agosto (César Augusto). Daí a incongruência. A rigor, novembro deveria ser “onzembro” e dezembro deveria ser “dozembro”.

 

Mas deixemos de lado especulações etimológicas. Já estamos no final de 2008, é de novo Natal. O Brasil cresce, as dívidas aumentam, os bancos se regozijam, os escândalos ficam para trás...

 

 

Gabriel Perissé é doutor em Educação pela USP e escritor.

 

Web Site: www.perisse.com.br




  Comentários (3)
 1 Não estude mandarim
Escrito por Aton Fon Filho, em 03-01-2008 16:33
Não estude mandarim,não. Estude cantonês...
 2 Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , em 03-01-2008 20:00
Dezembro é o décimo segundo e último mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Dezembro deve o seu nome à palavra latina decem (dez), dado que era o décimo mês do Calendário Romano, que começava em Março
 3 Em março...minha estação favorita!
Escrito por Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email website, em 20-01-2008 11:09
Outono: De 21 de março a 21 de junho  
 
Do latim: autumno. Também conhecido como o tempo da colheita, pois é nesta época que ocorrem as grandes colheitas. Os dias ficam mais curtos e mais frescos. As folhas e frutas, já estão bem maduras e começam a cair no chão. Os jardins e parques ficam cobertos de folhas de todos os tamanhos e cores.  
 
Aproxima-se minha estação preferida!  
Estas cores e matizes de ouro com que se revestem nossos parques, estes meios tons, estas nuances intensas que prenunciam um depois, ainda que distante...  
Com ela estou, também a me renovar, folhas caindo para serem trocadas por novas na próxima primavera, é tempo de armazenar energias e promover mudanças.  
 
Em breve não teremos mais acácias, já não se sentem perfumes de jasmim.  
A dama da noite, solitária, venenosa, com seu perfume doce e exótico já não excitará mais nosso olfato.  
Os bem (não mal)-me-queres, tantas vezes despetalados por mãos apaixonadas, naquele jogo ingênuo de adivinhar quereres; estarão ausentes, até a próxima primavera e amores.  
O amor (já não, tão perfeito)-perfeito sobreviverá, apenas por dentre as páginas de um livro de poesias, um molho de cartas amarelecidas, ou postado delicadamente entre uma bela moldura, enfeitando uma foto (como fiz com a tua um dia).  
Tudo cumpre seu ciclo.  
Nascer... morrer...renascer!  
Adoro mudanças profundas!  
Resgatar, substituir, renovar...  
Afinal viver é, um todo adequar-se.  
Quem sabe!?  
Chega de calor!!!!  
 
Suavenigma®

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