O Correio da Cidadania publica a série de quatro artigos de Rogério Grassetto com propostas para o desenvolvimento do setor energético brasileiro.
Sobre o autor
Rogério Grassetto Teixeira da Cunha, biólogo, é
doutor em
Comportamento Animal pela Universidade de Saint Andrews. Seu email para contato é rogcunha@hotmail.com.
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De acordo com a empresa
privada Koblitz, responsável pela implantação de diversos projetos de
aproveitamento termelétrico de bagaço de cana no Brasil, o custo da implantação
da energia eólica giraria em torno de US$ 1.000 por quilowatt (mil watts – kw).
Já para as usinas hidrelétricas seria o dobro deste valor, com US$ 1.000 por kw
para a implantação e valor igual para a transmissão e distribuição
(aparentemente, a geração distribuída das fontes ditas alternativas produz
menos custos de transmissão e distribuição).
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Não só a energia eólica, mas também a solar poderia
ser utilizada para cumprir boa parte das metas para o setor elétrico do
programa governamental. Mesmo que fossem levantadas dúvidas e objeções a uma ou
outra, ambas as formas combinadas certamente poderiam suprir integralmente a
oferta enérgica desejada e ainda com um impacto positivo extra na economia.
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Há diversas formas de aproveitar-se a energia da
biomassa. Uma delas, que vem crescendo no Brasil, é o aproveitamento do bagaço
de cana que sobra da produção de álcool e açúcar (ou outro subproduto vegetal
no caso de outras culturas) como combustível para usinas termelétricas, além de
ainda aproveitar o calor gerado para outras aplicações industriais dentro da
usina (sistema denominado de co-geração, por simultaneamente produzir calor
útil e eletricidade).
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Uma outra fonte de energia renovável é a produção de
biogás, o qual contém metano (um parente do gás de botijão) em sua composição e
pode ser utilizado diretamente para queima ou indiretamente, alimentando
geradores de energia elétrica
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