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Começa Fórum Mesoamericano na Nicarágua PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andrea   
17-Jul-2008

 

Mesmo recebendo R$ 19,5 milhões para ações de vigilância em saúde, dos quais, 60% (R$ 11,7 milhões) se destinaram à prevenção e ao controle da malária no período 2003-2008, o governo acreano não tem conseguido evitar mortes causadas pela doença. A Agência Amazônia obteve esses valores com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde, José Lázaro de Brito Ladislau.

 

O Fórum Mesoamericano dos movimentos sociais, partidos políticos e ALBA foi inaugurado ontem (16), em Manágua, com um apelo para estabelecer uma estratégia de luta comum para enfrentar o neoliberalismo.

 

Mais de 600 delegados de países da região e de outras latitudes começaram nesta quarta-feira as deliberações sobre vários temas em uma situação muito complexa, como disse Gustavo Porras, presidente da Frente Nacional de Trabalhadores da Nicarágua, ao dar-lhes as boas vindas.

 

Porras explicou que a recente celebração de um chamado VII Fórum no país trás o que se esconde na defesa do Estado de direito da oligarquia e que foi um tema de amplo debate na jornada da manhã.

 

O dirigente nicaragüense dedicou palavras de agradecimento à presença de uma delegação de Cuba, integrada por Héctor Fraginal e Omar Córdoba, funcionários do Partido Comunista, e ressaltou a solidariedade da ilha e da Venezuela, no que diz respeito à ALBA.

 

O primeiro expositor da jornada foi o filósofo Francois Houtart, que abordou "A cooperação internacional e sua estratégia frente aos governos, partidos e movimentos sociais".

 

As palavras de Houtart desataram um amplo debate, em especial sobre o papel da chamada sociedade civil e organizações não governamentais, que na opinião de delegados como Rafael Valdés, do Movimento Social Nicaragüense, representam os interesses norte-americanos e da oligarquia.

 

Para a tarde, estava prevista a intervenção do embaixador da Venezuela na Nicarágua, Sergio Rodríguez, que apresentaria o Projeto da ALBA aos partidos políticos e movimentos sociais da região.

 

O Fórum continuará hoje e será encerrado no dia 18, na cidade de León, primeira capital da Revolução Popular Sandinista.

 

Publicado originalmente em Adital.

 
Com verba polpuda, saúde é minguada no interior do Acre PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andrea   
17-Jul-2008

 

Mesmo recebendo R$ 19,5 milhões para ações de vigilância em saúde, dos quais, 60% (R$ 11,7 milhões) se destinaram à prevenção e ao controle da malária no período 2003-2008, o governo acreano não tem conseguido evitar mortes causadas pela doença. A Agência Amazônia obteve esses valores com o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária do Ministério da Saúde, José Lázaro de Brito Ladislau.

 

Em Cruzeiro do Sul, na fronteira com o Peru, Maria Caroline Silva de Lima, de apenas três anos, vítima de malária Falciparum, teve convulsão e morte cerebral no dia 12 de junho no Hospital Regional do Juruá. O hospital é um dos mais procurados por vítimas dessa doença.

 

Carros, microscópios e GPS

 

No final de 2007, o Ministério da Saúde repassou mais R$ 503 mil para a intensificação dessas ações. Só para a capacitação de profissionais, o Acre embolsou R$ 1,98 milhão em cinco anos.

 

Segundo Ladislau, entre outros equipamentos, o ministério doou ao Acre 140 pulverizadores; 109 microscópios bacteriológicos; 26 picapes cabine dupla 4 x 4; dez picapes cabine dupla 4 x 2; 128 motocicletas; 104 bicicletas; dois botes de alumínio de dez metros de comprimento; 40 botes de alumínio; 44 motores de popa de 25 HP; 16 aparelhos de GPS (Global System Position); 31 grupos geradores; e 37 kits de informática.

 

Enquanto isso os servidores se queixam que nem sequer conseguiram o direito a uma consulta decente e medicamentos eficazes no controle da doença que também os atacou. Eles contradizem o argumento da Secretaria de Saúde do Acre – usado na peça de defesa à Justiça Federal – de que recebiam "equipamento adequado e acompanhamento médico para a captura de mosquitos". "Nunca tomei o medicamento Primaquina para a prevenção da doença. Nunca houve nem há médicos no Setor de Endemias de Cruzeiro do Sul", relatou o agente Marcílio Ferreira à PF.

 

Segundo Ferreira, quando algum agente adoecia e precisava ir ao médico, tinha que recorrer ao hospital público. O agente Jamisson Rodrigues Guimarães confirmou o que ele disse. Contou ter contraído malária três vezes, todas elas em conseqüência da captura do anofelino. Guimarães também relatou que nunca recebeu um atestado médico para faltar ao serviço e se recuperar da malária adquirida no trabalho de isca.

 

Publicado originalmente no site da Agência Amazonas.

 
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Escrito por Paulo Passarinho   
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17-Jul-2008

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