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Blog ESL
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Irmã Dolores: uma santa espanhola no Brasil |
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Escrito por Andrea
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04-Set-2008 |
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Irmã Dolores era pequenina e frágil. Mas o amor pelo Cristo e a paixão por Seu Reino davam-lhe a força interior de uma Santa Tereza de Ávila.
Durante 36 anos, Irmã Dolores evangelizou os pobres, peregrinando pelos lugares mais insalubres e mais abandonados da Baixada Santista. Conscientizou o povo, criou comunidades, grupos de fé e política. Juntos construíram creches, escolas e centros comunitários; juntos reivindicaram, protestaram, marcharam, exigiram, elegeram vereadores e prefeitos, denunciaram autoridades relapsas e governos omissos.
O testemunho dessa Irmãzinha de Maria Imaculada nos lugares mais esquecidos de Santos, Guarujá, São Vicente, fez com que a Boa Nova do Reino passasse, como queria o Cristo, da espera para a construção da hora.
Dia 30 de agosto, Irmã Dolores faleceu em Santos. Levaram-na para o bairro do Quarentenário, no extremo mais distante de São Vicente, onde ultimamente trabalhava. A noite era de chuva muito forte - mesmo assim centenas e centenas de pessoas foram velar o corpo da figurinha franzina que as ensinou a amar e a lutar, trazendo-lhes assim esperança.
Sem programa pré-estabelecido ou orquestrado, continuamente ouviam-se cantos, testemunhos, relatos, orações.
Irmã Dolores, uma santa espanhola no Brasil.
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Indígenas do Acre se mobilizam em prol de Raposa/Serra do Sol |
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Escrito por Andrea
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04-Set-2008 |
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Aproximadamente 100 indígenas que representam os vários povos do estado do Acre, como Apurinã, Huni Kui, Yawanawá, Manchineri, Jaminawa, Apolima-Arara e Shanenawá, se mobilizaram ontem por volta das 8h da manhã em frente ao Palácio do Governo. Levaram cartazes, faixas e suas vozes em apoio a manutenção da demarcação da terra contínua de Raposa Serra do Sol, conforme homologação do presidente da República e em cumprimento ao que determina a Constituição Federal.
Na Terra Indígena Raposa Serra do Sol vivem hoje cerca de 19 mil índios dos povos Macuxi, Wapixana, Patamona, Ingarikó e Taraurepang, A ação que será julgada foi protocolada pelos senadores de Roraima Augusto Botelho (PT) e Mozarildo Cavalcante (PTB). A homologação da reserva é aguardada pelos povos de Roraima há décadas, sendo que foi concluída em decreto presidencial em 15 de abril de 2005. Os senadores citados sustentam a tese de que o laudo antropológico que resultou na demarcação em faixa contínua é falso e defendem a exclusão de áreas produtivas e sede de municípios.
O evento começou com um canto Yawanawá como símbolo de unidade, fortalecimento e resistência dos povos indígenas e outros movimentos que apoiaram a luta, entidades como CIMI, UFAC, Cáritas brasileira, CUT e CPT.
Durante o ato, foram distribuídas notas em esclarecimento sobre Raposa Serra do Sol e a situação na qual se encontram os índios do Acre e suas terras. Aproveitando a manifestação, os vários povos do Acre reivindicaram também atenção, sensibilidade e cumprimento da Constituição Federal a respeito das Terras Indígenas do Estado do Acre que ainda não foram homologadas, como é o caso da Terra Indígena do povo Apolima- Arara.
Francisco Siqueira Arara, liderança dos Apolima-Arara, falou em nome do seu povo sobre luta que enfrenta há 10 anos e a resistência que seu povo tem passado de geração para geração. Expôs também sua preocupação pelas conseqüências que os outros povos do Brasil que há anos estão na mesma luta por terra, dignidade e continuidade da vida podem sofrer caso haja retrocesso na demarcação. O professor Elder (cientista político da UFAC) foi brilhante na sua fala, resgatando toda a história de sofrimento dos povos indígenas no Acre e no Brasil.
Os povos indígenas do estado do Acre vieram a público para apresentar à sociedade a real situação em que se encontram e como o Estado trata das suas terras. Hoje, há no Acre 17 terras não regularizadas, tais como as dos índios isolados do Parque Estadual do Chandless, do Igarapé do Tapado, no Parque Nacional da Serra do Divisor, e dos Kaxinawa do Curralinho. É de suma importância que a sociedade saiba que o tão falado "governo da floresta" ainda não se manifestou de forma favorável para a regularização dessas terras. Compreender os direitos dos povos indígenas que ocupam suas terras de forma milenar é respeitar a perpetuação de suas gerações, que lutam anos a fio em prol da vida e por uma terra sem males.
Os índios e seus aliados fizeram uma caminhada simbólica até o Fórum da Justiça, onde uma Jaminawa cantou em sua língua materna.
O ato foi encerrado às 11h com almoço da partilha em plena praça.
Publicado originalmente na página do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).
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Escrito por D. Demétrio Valentini
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04-Set-2008 |
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Ainda persistem realidades gritantes, que o Grito expressa para despertar nossa consciência de cidadãos, sobretudo no dia em que celebramos a pátria.
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Agrotóxicos, alimentação e abelhas |
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Escrito por Henrique Cortez
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04-Set-2008 |
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Além da utilização dos agrotóxicos piratas importados ilegalmente, ainda, legalmente, importamos agrotóxicos proibidos nos próprios países onde são produzidos.
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Veja, demos e o impeachment de Lula |
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Escrito por Altamiro Borges
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04-Set-2008 |
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As peças do quebra-cabeça desta nova conspiração golpista vão se encaixando. Só a mídia venal, parte dela bancada por Daniel Dantas, finge não enxergar.
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Josué de Castro: um mundo sem fome |
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Escrito por Wilson Aparecido Lopes
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04-Set-2008 |
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Ao deixar a presidência do Conselho da FAO, em 1955, Josué de Castro nos legou estas proféticas palavras: "Me sinto decepcionado diante da obra que realizamos".
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Resenha
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O Massacre – Eldorado dos Carajás: uma história de impunidade, de Eric Nepomucemo, 216 pp., Editora Planeta, São Paulo, 2007, R$ 32,50
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