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Chacina da Candelária completa 15 anos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andrea   
22-Jul-2008

 

Há 15 anos, um ato no Rio de Janeiro mostrava o quanto nossa população de rua precisa de atenção, respeito e dignidade. A Chacina da Candelária, como ficou conhecida, vitimou oito crianças e adolescentes através de uma ação covarde, irresponsável e desumana de policiais militares que atiraram contra 50 pessoas que dormiam sob a marquise da Igreja da Candelária.

 

Passados todos estes anos, a chacina virou emblema da falta de justiça e do clamor por ela. Para que o fato nunca caia no esquecimento, organizações, movimentos sociais e diversas entidades realizam amanhã (23), a partir das 8h, uma missa e a caminhada "Em defesa da Vida, pelos 18 anos do ECA e contra a redução da maioridade penal". A marcha sairá da Igreja e seguirá até a Cinelândia, onde será lido um documento sobre a questão da maioridade penal.

 

"A Chacina aconteceu no dia 23 de julho, há 15 anos. Mas podemos afirmar que ela continua acontecendo, uma vez que todos os dias nossas crianças e adolescentes estão morrendo vítimas da violência. Isso deixa claro que no nosso país a pena de morte só não existe na lei, mas ela existe na prática, no nosso cotidiano. E ela existe com mais eficácia para pobres, negros e jovens excluídos", afirma Mônica Susana Cunha, integrante do Movimento Moleque, uma das organizações envolvidas na atividade de amanhã.

 

Ela acrescenta que o ato de amanhã chama a atenção para a condição em que estão nossas crianças, adolescentes e jovens brasileiros. Menciona os 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente - considerado um dos melhores do mundo, mas que na prática ainda deixa a desejar em sua aplicação. Fala ainda sobre a redução da maioridade penal, cujo documento expõe que a solução para o fim da violência não está em atestar para adolescentes penas adultas. "Nossos jovens estão morrendo e é preciso que se faça algo. A redução da maioridade penal definitivamente não é a solução", completa.

 

A violência contra crianças e adolescentes é responsável pelo assassinato de pelo menos 16 crianças e adolescentes por dia no Brasil, segundo já apontou representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

 

Publicado originalmente em Adital.

 
Em coletiva, MST debate criminalização dos movimentos sociais PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andrea   
22-Jul-2008

 

O MST e entidades de direitos humanos promovem entrevista coletiva sobre o processo de criminalização dos movimentos sociais, um dos temas da jornada de lutas por Reforma Agrária, nesta quinta-feira, às 14h, no auditório da Ação Educativa, em São Paulo.

Participam da entrevista coletiva o jurista e professor titular aposentado da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), Fábio Konder Comparato; o integrante da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile; e o advogado do movimento, Aton Fon Filho.

Entidades de defesa dos direitos humanos, como Terra de Direitos e Justiça Global, apresentam na atividade as denúncias oficiais encaminhadas à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre o processo de criminalização do MST e a violência da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

 

Um conjunto de entidades, parlamentares, intelectuais e defensores dos direitos humanos classificou os últimos episódios no Rio Grande do Sul como uma ameaça à consolidação da democracia no país e manifestaram apoio aos trabalhadores sem terra.

 

O Ministério Público Federal em Carazinho acusa oito trabalhadores rurais, que fazem a luta pela reforma agrária, de crimes contra a Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/1983), que define os crimes contra a segurança nacional e a ordem política e social, sob a ótica de repressão do regime militar. A primeira audiência está marcada para 29 de julho, em Carazinho.

 

O Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou relatório que determina a "dissolução" do MST no estado. Depois da condenação da iniciativa pela sociedade, o MP-RS recuou, mas seguem as oito ações civis públicas contra agricultores.

 

O MST realiza uma Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, que denuncia a ofensiva de setores antidemocráticos contra os trabalhadores sem terra e reivindica o assentamento das 140 mil famílias acampadas no país e um programa de agroindústria.

 

Local: Ação Educativa

Endereço: Rua General Jardim, 660, na Vila Buarque (próximo ao metrô Santa Cecília) em São Paulo/SP,

Horário: 14h

 

Informações à imprensa: 11-3361-3866
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Ousadia deslavada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Osiris Lopes Filho   
22-Jul-2008

homem_corda_dinheir.jpgSe houvesse punibilidade para a tentativa de escorchar o povo na matéria tributária, autoridades que ousassem colocar na Constituição esse dispositivo deveriam não mais ficar por dentro, mas ir para fora.

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Ditos e não ditos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Claudionor Mendonça dos Santos   
22-Jul-2008

homem_sobre_fita_desenr.jpgHá quem se recorda da lição, de um antigo filósofo: a natureza é avara, deu a todos o necessário para a sua sobrevivência e, se alguém tem mais do que necessita, a conclusão é obvia: tirou do alheio. Claudionor Mendonça dos Santos.

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Privatização da República segue galopante na garantia do modelo excludente PDF Imprimir E-mail
Escrito por Léo Lince   
22-Jul-2008

ft_tarsogenro_jornalistas.jpgMais do mesmo na economia, mais do mesmo na política, mais do mesmo na seqüência interminável de operações abafa. A cada novo escândalo, mudam os atores, mas o enredo é o de sempre.

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Resenha

Terra dos Homens, Antoine de Saint Exupéry
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Um livro que faz apelo ao melhor que existe dentro de cada um de nós.
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