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ASIC ESL
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Escrito por Rodolfo Salm
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10-Out-2008 |
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Com a construção ou não da hidrelétrica de Belo Monte, Altamira estará no olho do furacão das lutas ambientais globais. Não vão fazer a barragem facilmente. Mas nunca vão desistir.
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Escrito por D. Demétrio Valentini
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10-Out-2008 |
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Quando as mudanças são precedidas de progressivos acúmulos positivos, a história dá passos consistentes e construtivos. É o caso das mudanças eclesiais a partir do Concílio.
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Cuba, o furacão chamado bloqueio |
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Escrito por Frei Betto
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10-Out-2008 |
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O fato de a maioria dos países condenarem, por 16 vezes, o bloqueio representa um gesto de solidariedade à Ilha e uma derrota moral para a Casa Branca
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Acertos e erros das esquerdas na eleição |
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Escrito por Altamiro Borges
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10-Out-2008 |
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Na justa batalha por se firmar no cenário político, os partidos de esquerda nem sempre estiveram unidos. No geral predominou o bom senso nas alianças.
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Escrito por Luiz Eça
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10-Out-2008 |
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A Casa Branca tem um plano para derrubar Ahmenadabad: agravar cada vez mais as sanções contra o Irã até levar sua economia ao colapso.
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Dobra o número de indígenas eleitos para prefeito |
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Escrito por Andrea
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10-Out-2008 |
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Nas eleições que ocorreram no domingo, 5 de outubro, seis indígenas foram eleitos prefeitos em cidades brasileiras. Isto representa um crescimento de 100% em relação ao número de indígenas que tomaram posse como prefeito depois das eleições de 2004. Segundo levantamento do Cimi, também foram eleitos quatro vice-prefeitos e pelo menos 61 vereadores(as) indígenas.
Em 1º de janeiro de 2009, serão empossados os dois primeiros prefeitos indígenas do estado do Amazonas: Pedro Garcia (PT), do povo Tariano, em São Gabriel da Cachoeira, e Mecias Sateré Mawé (PMN), em Barreirinha. Mecias chegou a ser considerado eleito em 2004, mas não tomou posse do cargo. Gilvan Borges, candidato mais votado naquela eleição, conseguiu reverter uma decisão da Justiça que impugnava sua candidatura e tomou posse no lugar de Mecias.
A vitória de Pedro Garcia é um marco na história de São Gabriel da Cachoeira. Apesar de ser o município mais indígena no Brasil – único com línguas indígenas co-oficiais –, pela primeira vez a cidade terá um prefeito indígena.
Ainda na região amazônica, dois indígenas foram eleitos em municípios da região da terra de Raposa Serra do Sol, em Roraima. Eliésio Cavalcanti (PT), do povo Makuxi, será prefeito de Uiramutã; Orlando Oliveira Justino (PSDB), do mesmo povo, foi reeleito prefeito em Normandia. Segundo o tuxaua Jacir de Sousa, do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Eliésio é "um jovem muito envolvido com a luta do povo e vai trabalhar junto com as comunidades e os tuxauas". Jacir informou que as lideranças indígenas devem se reunir em breve com Orlando para discutir suas ações para a comunidade.
Em outro município da região de Raposa Serra do Sol, Pacaraima, não foi reeleito o arrozeiro Paulo Cezar Quartiero – principal opositor à homologação em área contínua da terra indígena. "O candidato que ganhou é aliado do governo, contra a homologação, mas pelo menos dá para a gente conversar com ele", comentou Jacir.
Indígenas na política
Os outros dois municípios que elegeram prefeitos indígenas já têm há alguns anos uma forte presença de indígenas em cargos eletivos. Em São João das Missões, Minas Gerais, José Nunes (PT), do povo Xakriabá foi reeleito com 64,99% dos votos, tendo agora como vice-prefeito Jonesvam (PMDB), do mesmo povo. Na Câmara Municipal, das nove vagas em disputa, seis serão ocupadas por vereadores Xakriabá, sendo cinco da coligação de José Nunes. Em 2004, quatro indígenas haviam sido eleitos para a Casa.
"Eu acho que nossa vitória é resultado do trabalho que fizemos e do respaldo que o povo, que é maioria na cidade, dá para a gente. E entre os não-índios, mais de 40% aprovam nosso trabalho. A gente tem feito um trabalho de buscar a harmonia", avalia José Nunes.
Apesar do bom resultado, o processo eleitoral na cidade foi muito tenso. No dia 10 de agosto, foi assassinado a facadas o jovem Xakriabá Edson Dourado Leite, um apoiador de José Nunes. "Não acho que exista uma raiva entre índios e não-índios. É uma facção que comete esses crimes", afirma Nunes.
Na Paraíba, em Marcação, foi reeleito Paulo Sérgio (PMDB), do povo Potiguara. A cidade também terá três vereadores indígenas. Baía da Traição, outro município na região do território Potiguara, terá um vice-prefeito indígena, Adelson Deolindo da Silva, e três vereadores indígenas - todos Potiguara. Em 12 dos últimos 16 anos, Baía da Traição foi administrada por representantes do povo Potiguara. Esta foi a primeira cidade a eleger um indígena para a prefeitura: Nancy Potiguara, eleita em 1992.
Na avaliação de Ceiça Pitaguary, da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), "muitos entraves para as comunidades acontecem nos municípios, então, cada vez mais estamos nos organizando para a política partidária, para sermos prefeitos e vereadores. Nas nossas reuniões nas comunidades discutimos sempre que as candidaturas devem agregar a maioria do povo e os eleitos devem fazer seus mandatos sempre ligados com o povo".
Até hoje, entre eleições e reeleições, 13 indígenas foram eleitos como prefeitos para oito cidades (não considerando a eleição de Mecias Satere Mawé, em 2004).
Fonte: Cimi (Conselho Indigenista Missionário).
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Carta de apoio ao povo Haitiano e pela retirada das tropas brasileiras |
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Escrito por Andrea
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10-Out-2008 |
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Estimados ministros e parlamentares brasileiros,
Nós, os movimentos sociais brasileiros, estamos envergonhados pelo triste papel que as tropas militares brasileiras vêm desempenhando no Haiti. Não se tem notícia na história da humanidade de que uma tropa de ocupação estrangeira tenha contribuído na melhoria das condições de vida de um povo. E muito menos na sua libertação!
Imaginem o contrário: se houvesse tropas estrangeiras no nosso país, qual seria a posição de vocês?
A presença das tropas brasileiras no Haiti é inaceitável. Além de nos envergonhar como povo, fere duramente a soberania do heróico povo haitiano, que sofre todas as mazelas de anos de exploração. Nosso apoio deve ser material, de intercâmbio educacional e cultural, jamais militar.
O que as Nações Unidas estão gastando (cerca de 600 milhões de dólares por ano) para manter as tropas no Haiti é mais do que o necessário para resolver os problemas fundamentais de seu povo: a falta de energia, alimentos, moradia, educação e emprego.
Vergonhoso também é saber que as tropas brasileiras estão alojadas nas dependências de uma universidade, que deveria estar sendo utilizada para cultivar o conhecimento.
Nesses quatro anos, não há notícias de nenhuma melhoria nas condições de vida dos haitianos. Pelo contrário, há inúmeros registros de violação dos direitos humanos pelas próprias tropas estrangeiras que invadiram o país
Nós, como movimentos sociais brasileiros, nos dispomos a ajudar da forma que o povo do Haiti solicitar.
Sabemos que o Congresso Nacional brasileiro precisa renovar a licença para a manutenção das tropas militares naquele país. Apelamos para vossas consciências.
Retirem o quanto antes as tropas brasileiras daquele país e ofereçam, em troca, ajuda econômica, médica, educacional, e o que mais for necessário para, de fato, oferecer solidariedade ao Haiti. Esta sim seria uma missão prudente, humanitária e necessária.
Atenciosamente.
Diante disso, pedimos que cada entidade, pessoa de boa vontade, movimento, envie mensagens para os endereços de autoridades brasileiras (contatos abaixo), com cópia para PAPDA e Jubileu Sur/Haiti :
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e para Jubileu Sul/Brasil:
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Endereços eletrônicos das autoridades brasileiras para envio da carta:
Dep. Arlindo Chinaglia, Presidente da Câmara dos Deputados:
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e
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Senador Heráclito Fortes - Presidente da Comissão de Relações Exteriores:
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e
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Ministro Celso Amorim, Ministério das Relações Exteriores:
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Ministro da Defesa:
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Ministra da Casa Civil:
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Secretaria Geral da República:
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Gabinete pessoal do presidente:
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Eleições confirmam momento de ‘grave’ despolitização |
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Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader
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10-Out-2008 |
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O professor de história da Universidade Federal Fluminense, Marcelo Badaró, nos concedeu entrevista para analisar os desdobramentos do recente pleito.
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A Amazônia e a reforma agrária no banco dos réus |
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Escrito por Ariovaldo Umbelino de Oliveira
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10-Out-2008 |
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Não é a Amazônia e nem a reforma agrária que estão no banco dos réus, mas sim a política de reforma agrária implementada pelo Incra/MDA.
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Os licenciamentos ambientais de mentirinha |
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Escrito por Henrique Cortez
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10-Out-2008 |
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Se dependesse do voluntarismo governamental, teríamos irrestrita concessão de licenças para quaisquer atividades, sem consideração para com as questões sócio-ambientais.
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Escrito por Virgílio Arraes
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10-Out-2008 |
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O mercado desprendido não conseguiu manter-se estável por muito tempo. Observe-se que o auge do neoliberalismo brilhou menos que o da social-democracia.
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Resenha
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O Massacre – Eldorado dos Carajás: uma história de impunidade, de Eric Nepomucemo, 216 pp., Editora Planeta, São Paulo, 2007, R$ 32,50
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