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Madeireiros peruanos derrubam madeiras nobres no Alto Juruá |
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Escrito por Andrea
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14-Ago-2008 |
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Após sobrevôos na fronteira do Brasil com o Peru, na região do Alto Juruá, fiscais do Ibama constataram pontos do território brasileiro explorados por madeireiros peruanos, para a retirada ilegal de madeiras nobres. A partir dessas informações, Ibama, Polícia Federal, COE e Polícia Civil desencadearam no final da semana passada a Operação Flidias (que significa senhora das florestas
Com o apoio de um helicóptero do Ibama, a equipe composta por 19 integrantes foi transportada para o local da invasão, próximo à nascente do Rio Azul na extensão do marco 53 que divide os dois países. Lá foram encontradas 103 toras de madeira das espécies cedro e samaúma, que estavam empilhadas nas trilhas prontas para serem removidas até um igarapé, de onde seguiriam para a cidade peruana de Pucallpa na época chuvosa, quando ocorre a cheia dos rios.
Tendo em vista a impossibilidade de transporte das toras para as cidades brasileiras, todas elas foram serradas em pequenos pedaços tornando-as inúteis para a comercialização internacional. Segundo o analista ambiental do Ibama, Fernando Maia, os acampamentos foram encontrados em território peruano, por isso, não houve prisões. Só a madeira era retirada no Brasil. Sem condições de vida, os invasores são enviados por grandes madeireiros para passarem temporadas no meio da mata, recebendo o equivalente a R$ 5 por dia. Cada metro cúbico da madeira é comercializado a 2,5 mil dólares no mercado europeu.
Publicado em Agência Amazônia.
Fonte: Tribuna do Juruá.
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Organizações sociais do MS atacam mentiras contra indígenas e demarcações de terras |
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Escrito por Andrea
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14-Ago-2008 |
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Diferentes organizações sociais do Mato Grosso de Sul, nucleados na Coordenação de Movimentos Sociais (CMS), tomaram a decisão de apoiar ativamente a exigência de demarcação de territórios dos indígenas Guarani Kaiowá e também respaldar os trabalhos dos antropólogos que integram os Grupos Técnicos de Identificação de Terras Indígenas (GTs).
A decisão foi tomada a partir da necessidade de rebater várias falácias que estão sendo colocadas seja pelo próprio governador, André Puccinelli, por parlamentares vinculados aos ruralistas ou por organizações que agrupam os representantes do agronegócio, como a Federação de Agricultura e Pecuária (FAMASUL) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Segundo os movimentos sociais do Mato Grosso do Sul, é falsa a informação de que 14 milhões de hectares de terras serão tiradas da população para serem entregues aos Guarani Kaiowá, com as demarcações que serão feitas pela Funai e Ministério Público Federal. Também afirmam que não é verdade que 26 municípios deixarão de existir e que 700 mil pessoas serão retiradas de suas casas. Colocam igualmente que é um "discurso mentiroso" a informação de que a demarcação de terra indígena na faixa de fronteira afetaria a soberania nacional.
A critério da Coordenação de Movimentos Sociais (CMS) do Mato Grosso do Sul, "muitos absurdos" estão sendo colocados perante a opinião pública nacional e do estado por grupos poderosos vinculados ao latifúndio e ao agronegócio, em primeiro lugar pelo próprio governador, com a clara intencionalidade de pôr à população e especialmente os próprios trabalhadores e camponeses contra os direitos indígenas.
Ante essa situação, a CMS começou a mobilizar-se e decidiu apoiar os povos indígenas na atual conjuntura. A Coordenadação afirma que os estudos que estão sendo feitos são a implementação de um trabalho científico que tem como objetivo buscar a verdade. O resultado que se busca é justamente definir qual é a situação fundiária das áreas historicamente ocupadas pelos povos Guarani Kaiowá e Guarani Nhandeva e que foram usurpadas recentemente pela expansão das fronteiras agrícolas; questão que levou a morte para milhares de indígenas, ocasionou desagregações familiares, culturais e comunitárias, causando um verdadeiro genocídio.
Igualmente é questionado o fato de que os grupos contrários às demarcações estão se posicionando contra um estudo que, pautado pela Constituição Federal, busca respostas e soluções para todas as partes.
De acordo com as organizações sociais, o que se verifica é a falta de interesse político em resolver a situação, impedindo a proteção de terras que serão incorporadas ao patrimônio da União para a necessária devolução aos indígenas de suas terras para garantir a vida e devolver a dignidade aos povos Nhandeva e Kaiowá. Para os movimento sociais, o que está primando na atitude dos grupos poderosos é uma mentalidade feudal que visa só o lucro desenfreando em detrimento de direitos humanos fundamentais e cuja clara intencionalidade é assegurar mais terras para a pecuária e a monocultura. Os estudos antropológicos que pretendem demarcar as terras indígenas "estão longe do quadro apocalíptico que pinta o pequeno grupo aliado do capital e do agronegócio. A campanha contrária às demarcações está sendo levada propositalmente para gerar animosidade e discórdia contra os índios", disseram os representantes dos movimentos sociais do Mato Grosso do Sul.
Publicado no site do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).
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As muralhas devastadas do rio Xingu |
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Escrito por Rodolfo Salm
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14-Ago-2008 |
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Não se faz nada para evitar o crime porque, aos olhos dos governantes, antes de molduras de um quadro maravilhoso, elas são as paredes dos reservatórios das futuras hidrelétricas. Rodolfo Salm.
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Geórgia: a ilusão da ocidentalização |
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Escrito por Virgílio Arraes
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14-Ago-2008 |
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George Bush nada pode fazer, na prática, para auxiliar a Geórgia, prestes a enfrentar outra turbulência: a possível derrubada do governo, patrocinada pela Rússia.
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Escrito por Paulo Passarinho
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14-Ago-2008 |
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O significado dessa verdadeira tragédia ainda não foi bem assimilado pelos seus diversos setores, que insistem em manter o seu apoio a Lula e seus partidos satélites.
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A Fazenda Brasil e a opção pelo agronegócio exportador |
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Escrito por Henrique Cortez
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14-Ago-2008 |
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O governo sempre demonstrou submissão ao agronegócio de exportação, principalmente pecuaristas e sojicultores. Agricultura familiar não está na agenda. Henrique Cortez.
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Padre Gabriel Maire: reabertura do processo |
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Escrito por João Baptista Herkenhoff
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14-Ago-2008 |
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A decisão do tribunal foi tardia. Agora cabe à justiça aprofundar a prova, ouvir testemunhas que deveriam ter sido ouvidas e esmiuçar as obscuridades do caso. João Baptista Herkenhoff.
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Resenha
O despertar do nativismo brasileiro, de Edson Monteiro, 160pp, Editora LetraCapital, R$27,30.
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