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Pense-se em autores que atacaram pretensões universalistas e denunciaram a ânsia de homogeneizar diferenças reais numa narrativa civilizatória higienizada e livre de contradições.

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Não foi pacifista, mas um socialista. Por isso devemos reavivar sua memória e legado.

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altNossas sociedades contemporâneas inventaram formas de dominação consentida e lúdica que disfarçam o fato de que, na verdade, todo nosso tempo e todos os lugares em que estamos não nos pertencem. A febre do Pokémon Go é o mais recente exemplo.

 

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altEm vez de clamar pelo respeito a valores republicanos, em vez de clamar por apoio a um aprofundamento dos direitos sociais e coletivos, Lula repete os mesmos termos do discurso que pretende combater.

 

 

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Serve muito bem ao status quo e talvez seja mesmo apenas isso que almeje. Uma obra-prima de conformismo Hollywoodiano.

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Se vivemos na nossa bolha, por que não transformá-la na maior verdade possível?

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altO filme conquista a plateia silenciando totalmente as vozes que de fato deram ao feminismo de todo o século 20 muito de sua força.

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altÉ inevitável a sensação de final feliz: agora, cada qual em seu lugar natural, sem interferir na vida alheia, seguindo seus destinos. Que satisfação a de Val, poder seguir seu destino! Seja como for, agora Val tem o seu lugar. Não estamos aqui diante de uma síntese falsamente reconciliadora?

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A carta do escritor James Baldwin a então presa Angela Davis, de 1970.

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altNão admira que a plateia brasileira projete sobre a tela de Aquarius suas frustrações e indignações políticas. O diretor Kleber Mendonça Filho é bom pregador de peças.

 

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altQueremos alguém que vá lá e resolva – “Juiz Moro, esse vai resolver!”, “Dilma é a única honesta!”, “Lula é o nosso líder!” são as palavras de ordem do momento. Todas exprimem uma única e mesma crença, de uma maneira ou de outra, com mais ou menos consciência.

 

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altAo invés de apresentar algo como o protagonismo de ações coletivas e populares contra o racismo e a escravidão, Django Livre reafirma o mito do herói individual (assim como o último filme de Spielberg, Lincoln), numa clássica operação que já foi descrita como “política do silenciamento”.