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altÉ a gota d’água de tolerância ao modelo petucano e ao lulo-malufismo. A repulsa ante o superfaturamento de obras dos estádios de futebol. Brasil, abaixo essa camarilha!

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altGovernantes, mídia corporativa e políticos de direita começaram a elogiar as mobilizações como exemplo de cidadania, mas introduziram dois novos elementos no discurso que difundiram.

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altSe somos contra a corrupção, vamos buscar forma de enfrentá-la. Se é preciso mais saúde e educação, vamos pensar em como melhorar o SUS e as escolas, ouvir quem atua nesta área todos os dias e quem é usuário desses sistemas.

 

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altSe o movimento tiver tempo para amadurecer, os manifestantes perceberão que a luta pelo transporte, pela saúde e a educação envolve necessariamente a preservação do meio ambiente e uma política energética justa.

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altSão palcos tanto das insatisfações populares quanto das manifestações agressivas de uma repressão que tem como objetivo a defesa do sistema, ou seja, do capitalismo.

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altA mídia convencional está mais perplexa que as autoridades públicas. O circo das copas e das Olimpíadas acabou. Novas cobranças virão. A mídia também está sob o olhar das ruas.

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altÉ a revolução democrática e popular que redesperta do seu sono. Ameaça, desta vez, não ficar em seu “estopim”. Tem expressado todo o rol de questões democráticas populares: corrupção, serviços públicos, política (pequeno-)burguesa.

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altIsto é uma ascensão de lutas, que está mudando a relação de forças e questionando tudo, inclusive a institucionalidade, tal como instalada. Por suas características massivas, já superam o Fora Collor.

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altMuitos concordam conosco que é um direito, o direito elementar à liberdade de expressão, mas discordam que é um dever. Queremos explicar por que é um dever.

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altA história está cheia de exemplos de manifestações populares espontâneas, tendo como motivação insatisfações reprimidas, que se tornaram incontroláveis por alguma gota d’água aparentemente insignificante.

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altOs teóricos governistas, da direita e a grande mídia disseram a mesma coisa, querendo dominar o movimento numa perspectiva conservadora, destacando, unicamente, alguns pequenos problemas, numa perspectiva pontual.

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altO futuro do tal “gigante que acordou” (imagem ruim e extremamente auto-centrada) ainda é incerto. Mas, a depender dos seus desdobramentos, pode forçar Dilma a rever alguns dos seus conceitos. Para melhor.