A gravidade do que está em jogo

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É nítida e perceptível a situação lamentável na qual se encontra a sociedade brasileira. Sem dúvida, o advento do modelo governamental vigente reforça e torna o terreno do atraso e do retrocesso propício para o cultivo de medidas retrógadas, sobretudo para os mais vulneráveis.
         
As chamadas reformas, que mobilizam atualmente o Congresso Nacional (em sua grande parte constituído por corruptos), são colocadas como salvadoras da pátria. Além disso, o discurso político de preocupação com a nação, que denota uma ideia de progressividade nas atividades governistas, se torna bastante evidente. Isso viabiliza, pois, que as pautas de interesse maior dos próprios votantes ganhem andamento e consequentemente votação.
         
Entretanto, não é possível se convencer com isso. A clareza do debate entusiasmado com o bem de todos, com garantia econômica para as futuras gerações, parece estar posicionada de um lado bem definido.

Leonardo Boff em texto recente adverte que após anos do governo recentemente derrotado, “agora esta elite despertou. Deu-se conta de que estas políticas de inclusão social poderiam se consolidar e modificar a lógica de sua abusiva acumulação”. É claro que aqui a referência explícita é ao modo de gerir que forneceu com uma diversidade de programas públicos, nova cara para o país.
         
O que impera devido à eminente perversidade é a primazia do interesse financeiro: “o capital não tem pátria, apenas interesses no Brasil e em qualquer parte do mundo. Estas elites do atraso colocam-se decididamente do lado de seus interesses globais”, diz Boff.
         
O que está em jogo diante disso? Que força ou quais forças atuantes são as protagonistas dessa avalanche que pesará nos ombros dos mais humildes? Boff alerta que “trata-se de solapar um caminho autônomo, entregar a riqueza social e natural, acumulada em gerações, às grandes corporações. Esse modelo, para nossa desgraça, é assumido pelo atual governo corrupto e totalmente descolado do povo, de um neoliberalismo radical que implica o desmonte da nação. Daí o dever cívico e patriótico de derrotarmos estas elites do atraso, antipovo e antinacionais que assumiram esta aventura, que poderá não ser mais suportável pelo povo. Tudo tem limites. Há de surgir uma consciência patriótica na forma de uma generalizada rejeição social”.
         
A realidade aponta para o fato de que a possibilidade de tal consciência, ou seja, de conceber o que acontece, se situa ainda muito distante.    

 
Felipe Augusto Ferreira Feijão é estudante de Filosofia da UFC.

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