Com os Coletes Amarelos: contra a representação, pela democracia (2)

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O quietismo político é um erro

Um estranho raciocínio revela o profundo embaraço de uma parte da assim chamada esquerda “radical” diante desse movimento singular e sem precedentes, que frustra todas as categorias de seu léxico político convencional. Consiste em argumentar que tal movimento “arrisca” o caminho errado, reacionário ou fascista, na medida em que não apresenta todas as garantias necessárias para nos tranquilizar sobre seu futuro político. É essa avaliação de risco que comanda uma atitude de cautela, quando não uma recusa em se comprometer com aqueles que não atendem aos critérios que nos permitem reconhecer que estamos lidando com o “povo”; na verdade, aqueles que trazem consigo os valores autênticos da esquerda identificam-se com seus objetivos e suas lutas, e não correm o risco de serem arrastados pela encosta do fascismo.