Estando a cento e poucos quilômetros do seu inimigo jurado – a maior potência militar do planeta –, sofrendo há mais de quarenta anos um bloqueio econômico absolutamente cruel, e vendo, em Miami, um exército de cubanos exilados ensandecidos e permanentemente mobilizados para invadir o território do país, obviamente o regime cubano não pode se permitir o luxo de abrir o regime de uma vez. Se o fizer, provocará um verdadeiro banho de sangue.
Nos últimos dias, algumas pessoas se surpreenderam com a possibilidade de instauração de uma CPI da compra do Banespa pelo Banco Santander, a partir de requerimento já entregue pelo deputado federal Nelson Marquezelli. A CPI tem foco também voltado à criminosa sonegação de aposentadorias do banco privatizado em 2000. Pelo contexto e levando em conta a recente aquisição do Banco Real pelo mesmo Santander, acentuando a concentração do setor, o Correio da Cidadania conversou com Vera Marchioni, funcionária do Santander e integrante do Sindicato dos Bancários, que nos conta a rotina massacrante de trabalho e assédio moral para todos os gostos.
A razão básica para a cordialidade tem sido a entusiasmada manutenção das diretrizes econômicas, estruturadas ainda na gestão de FHC; oficialmente, a pauta era ampla, mas centrou-se no Irã. Constata-se a ausência de divergências significativas bilateralmente. Desta maneira, a política externa estadunidense caminha para a ‘normalidade’ na região, termo caro aos conservadores para expressar acomodação de governos nos quais se manifestava a possibilidade de mudança quando da campanha eleitoral.
Talvez a política mais adequada resida em introduzir modificações que permitam reforçar a participação do capital estatal no pacto com os capitais privados.
As ações afirmativas por si só não asseguram o fim da discriminação racial, mas são um elemento concreto de reconhecimento da responsabilidade do Estado pela realidade em que vivemos.
Que a crise sirva para abrir o olho do cidadão. Os serviços públicos essenciais não podem ser entregues à sanha do lucro privado. A prova está no colapso do sistema de transportes urbanos.
Para agravar ainda mais a lamentável situação vimos a frouxa postura das centrais sindicais e de Michel Temer, que se submeteram à chantagem patronal, jogando para 2013 o possível debate.
Federico Franco afirmou que o Paraguai "nunca vai cicatrizar a ferida da epopéia de 1865 a 1870 se o Brasil não devolver o arquivo militar que injustificadamente retém hoje, como também o canhão Cristão".
Ao invés de destinarmos os R$ 8 bilhões previstos na lei orçamentária deste ano ao governo federal para os juros da dívida do estado, quase toda federalizada, poderíamos enviar 40% menos, alterando este dispositivo no orçamento.
Estamos nós leitores diante de uma realidade em que aos privatistas da era FHC agora se contrapõem e atuam de modo sistemático os petistas e lulistas, imbuídos de uma nova visão sobre o desenvolvimento?
A depender da agenda hegemônica, não há esperança de avanços que signifiquem superar as causas efetivas dos problemas ambientais que ameaçam a vida na Terra.
Como nada demoverá o governo de Teerã de continuar seu programa nuclear, seus adversários contam com as sanções para destruir a economia do país e criar condições para uma revolta popular.
Piñera dará subsídios? Construirá moradias? Reparará os pobres? Ajudará os pescadores, pequenos produtores, comerciantes? Isso não coincide com seus princípios.
Miguel Urbano Rodrigues conheceu Argel em 1953 quando era a capital de uma colônia mascarada de parcela da França. Neste artigo, após uma breve visita, escreve sobre a Argélia do início do século XXI.
A segunda lição é que a pior contribuição que podemos dar à causa democrática e socialista em nosso país e nos demais é continuar silenciando diante dos excessos.
Para a imprensa ocidental, Washington e a União Européia importa muito pouco sua morte, como pouco importam os mortos hondurenhos e colombianos cotidianos.
O quadro final é que o país se denuncia nas entrelinhas refém hecho y derecho de empresas privadas que, mesmo em estado de catástrofe, permanecem firmes com seus discursos marketeiros, sempre defendendo o valor da marca de sua empresa.
A política externa brasileira – ancorada em uma diplomacia dita progressista – defende uma espécie de livre comércio, onde a atual divisão internacional de trabalho, de preferência dos países do norte, é reforçada.
Todas as versões que circulam nas mídias teimam em desconhecer o fato da estruturação dos direitos sociais nos sistemas previdenciários geridos pelo INSS.
A crise toma outro corpo. Antes era a quebra de fundos de investimentos, golpeando o mundo industrial. Agora começa sua fase estatal, com as abaladas finanças estatais do mundo capitalista.
Entrevista com secretário da Comissão de Justiça e Paz da CNBB, Daniel Seidel, que reforça o posicionamento frontal da igreja contra um empreendimento definido como nefasto em todos os aspectos possíveis.
Efeito positivo só para multinacionais da mineração, como a BHP Billiton, sediada em Londres e com operações aqui no Pará, e que necessitam de grande quantidade de energia para produzir alumínio.
Será uma indecência se a prefeitura da lei do PSIU, que fecha bares e outros locais sábado à noite em nome da ordem e do silêncio, bloquear projeto que visa terminar os jogos mais cedo, para simplesmente permitir o regresso ao doce lar do torcedor.
Nesse mundo de consumo irrefreável e esfacelamento das identidades pessoais, o progresso, no sentido moderno de aperfeiçoamento e melhoramento das coisas em nome do conforto social humano, perde todo sentido.
Fórum Democracia e Liberdade de Expressão exibe preocupação da mídia com avanços democráticos. Ataques a governos de centro-esquerda e aos movimentos sociais dão o tom.
Cuba, com todos os seus defeitos e lentidões para promover mudanças e evoluir o regime, oferece uma outra visão de mundo e sugere outra partilha de riquezas. É isso que causa ojeriza nas potências que afundaram Copenhagen, lideradas pelo seu mais inacessível interlocutor (EUA). Só assim para começar a compreender porque num mundo de 6 bilhões de habitantes e 4 bilhões de miseráveis as polêmicas e o cotidiano de apenas 13 milhões de pessoas centralizam tantas atenções e ‘indignações’.